Um novo relatório analisa fatores como as taxas de emprego de estrangeiros, a segurança e a experiência global dos expatriados.
Mudar-se fisicamente para o estrangeiro pode ser relativamente simples (consoante o passaporte, claro), mas sentir-se verdadeiramente instalado no novo país pode demorar.
Pode haver barreiras linguísticas ou muita burocracia para tratar – e isso ainda antes de começar realmente a criar uma comunidade de amigos e locais habituais.
Felizmente, a equipa da seguradora para expatriados e trabalhadores remotos William Russell (fonte em inglês) analisou os dados para perceber exatamente quais são os países e cidades mais acolhedores do mundo.
“Um destino acolhedor tem mais que ver com a facilidade em construir uma vida depois de chegar do que com a facilidade de entrada”, afirmou William Cooper, diretor e co-proprietário da William Russell.
“O acesso ao emprego, a disponibilidade de cuidados de saúde e a estabilidade financeira têm um papel real em saber se os expatriados se sentem integrados nos primeiros seis a doze meses. Estes fatores podem fazer a diferença entre regressar a casa ou relocalizar-se a longo prazo.”
Países europeus mais acolhedores para expatriados
A William Russell atribuiu pontuações de 0 a 10 aos países com base em seis fatores: experiência de expatriados, dimensão da população migrante, taxas de emprego de pessoas nascidas no estrangeiro, atitudes públicas perante imigrantes, segurança e abertura em matéria de vistos.
Os dados vêm de várias fontes, incluindo o inquérito Expat Insider da InterNations, a OCDE, o Banco Mundial, o Global Peace Index e a Henley Global.
Com uma pontuação global de 8,94 em 10, a Islândia foi considerada o país mais acolhedor do mundo, graças à elevada taxa de emprego da população nascida no estrangeiro (84,2%), às oportunidades de trabalho, a processos administrativos simples e a elevados níveis de confiança social.
O segundo lugar foi também para um país europeu: o Luxemburgo.
Isto deve-se à elevada população migrante, com mais de metade dos residentes a virem do estrangeiro, o que significa que serviços como banca e habitação são pensados para acolher residentes internacionais, ao mesmo tempo que é provável trabalhar num ambiente multilingue e ter colegas com percursos de relocalização semelhantes.
A Suíça ficou em quinto lugar, com uma elevada pontuação de abertura de vistos, de 93, e uma taxa de emprego de pessoas nascidas no estrangeiro de 77,1%.
Logo atrás surge a Irlanda, em sexto lugar, enquanto o top 10 é completado por um trio de países europeus: Chéquia, Portugal e Áustria.
Países no topo: pontuações de 0 a 10
- Islândia: 8,94
- Luxemburgo: 8,69
- Nova Zelândia: 8,57
- Austrália: 8,54
- Suíça: 8,36
- Irlanda: 7,89
- Colômbia: 7,71
- Chéquia: 7,62
- Portugal: 7,47
- Áustria: 7,40
Cidades europeias mais acolhedoras para expatriados
No caso das cidades, a William Russell usou dados do Happy City Index e do Numbeo, analisando fatores relacionados com felicidade, segurança e cordialidade no espaço público.
Zurique lidera o ranking global, com uma elevada pontuação de segurança (76,7) e um baixo índice de fricção social (24,9).
Segue-se, na Europa, Copenhaga em quarto lugar, depois Munique em quinto, Praga em sexto e Varsóvia em oitavo.
Grandes metrópoles como Londres, Paris e Nova Iorque ficam de fora do top 10, com a William Hill a sugerir que a dimensão e a densidade das cidades podem aumentar a sensação de anonimato e dificultar a criação de ligações.
Cidades no topo: pontuações de 0 a 10
1. Zurique: 9,06
2= Singapura: 8,97
2= Tóquio: 8,97
4. Copenhaga: 8,72
5. Munique: 8,63
6. Praga: 7,86
7. Dubai: 7,61
8. Varsóvia: 7,52
9. Seul: 7,44
10. Hong Kong: 7,26