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De Paris a Lisboa: melhores e piores cidades europeias para trabalhar em férias

Paris lidera ranking dos melhores destinos europeus para workation
Paris lidera ranking dos melhores destinos europeus de workation Direitos de autor  Timelab/Unsplash
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De Saskia O'Donoghue
Publicado a Últimas notícias
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Novo ranking revela quais cidades europeias são mais adequadas ao teletrabalho, comparando velocidades de internet, espaços de coworking, alojamento, atrações, preços do café e da cerveja.

Cada vez menos, o tradicional horário das nove às cinco está ligado a uma única secretária. Para quem trabalha à distância e pode levar o portátil na bagagem, uma “workcation” permite trocar as deslocações diárias por um café parisiense, uma esplanada em Lisboa ou um espaço de coworking em Londres, sem precisar de tirar férias.

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Mas nem todas as cidades estão igualmente preparadas para este tipo de férias com trabalho. Um novo ranking da Compare the Market (fonte em inglês) comparou destinos em toda a Europa e no resto do mundo, analisando tudo, desde as velocidades da banda larga fixa e móvel a espaços de coworking, custos de alojamento, atrações e o preço de um cappuccino e de uma cerveja.

O estudo avaliou as cidades em função da sua capacidade para acolher uma “workcation”, atribuindo pesos diferentes a cada fator consoante o impacto na escolha do destino, para revelar os melhores locais onde passar férias e fazer algum trabalho em paralelo (ou vice-versa).

Melhores cidades europeias para workcation

França: Paris lidera ranking de workcation

Cada cidade recebeu uma pontuação global em 100, e Paris surgiu em primeiro lugar, com 63,4.

A chamada Cidade Luz revelou ter as melhores velocidades de descarga na banda larga fixa da Europa, além de bons desempenhos nas redes móveis.

Na capital francesa não faltam coisas para ver e fazer, com inúmeros museus, galerias e monumentos. Paris registou, aliás, o segundo maior número de atrações no estudo, apenas atrás de Roma.

Onde Paris perde pontos é na acessibilidade económica – ou na falta dela.

Os custos de alojamento e o preço do cappuccino revelaram-se particularmente elevados, entre os mais caros de todo o conjunto analisado.

Portugal: Lisboa destaca-se como destino de workcation

Lisboa surge em segundo lugar, com uma pontuação global de 61,2, reforçando a sua reputação como uma das melhores cidades europeias para trabalhadores remotos.

Uma das grandes vantagens é o custo de vida. O arrendamento de um apartamento por um mês pode ficar por apenas 237 euros, o que faz de Lisboa a cidade europeia mais barata do estudo em termos de alojamento. Um cappuccino custa também um valor relativamente acessível, 2,55 euros.

A capital portuguesa oferece ainda várias vantagens práticas, incluindo internet rápida, com boas velocidades na banda larga fixa.

Combinando bom tempo, uma forte cultura de cafés e uma comunidade de trabalho remoto em crescimento, Lisboa apresenta argumentos sólidos para trocar o escritório por uma esplanada no centro da cidade.

Reino Unido: Londres ocupa terceiro lugar no ranking de workcation

Londres ficou em terceiro lugar, com 60,0 pontos, sobretudo graças à excelente infraestrutura para trabalhar e à enorme oferta de atividades quando os trabalhadores desligam os portáteis ao fim do dia.

A cidade conta com 562 espaços de coworking, mais do dobro dos existentes em Barcelona, que aparece em segundo lugar, o que faz de Londres um dos locais mais fáceis da Europa para encontrar onde trabalhar.

Depois do horário de trabalho, não faltam opções para ocupar o tempo. Londres registou 4 450 atrações no TripAdvisor consideradas no estudo, que vão de museus e galerias a locais históricos, teatros e mercados.

O reverso da medalha é o preço. Alojamento e cerveja são notoriamente caros, e um cappuccino custa em média 4,80 euros, fazendo de Londres um dos destinos mais dispendiosos do ranking para uma simples pausa para café.

Salzburgo pode ser bonita, mas ficou em último lugar no ranking
Salzburgo pode ser bonita, mas ficou em último lugar no ranking Sarah Mutter/Unsplash

Piores cidades europeias para workcation

No extremo oposto da tabela está Salzburgo, a quarta maior cidade da Áustria, que obteve apenas 10 pontos em 100.

Apesar de o cenário de filmagens de “Música no Coração” ser conhecido pela sua beleza, os custos são muito elevados: o arrendamento mensal mais barato de um apartamento na cidade chega aos 2 211,41 euros, o valor mais alto de todo o ranking.

Há também uma clara escassez de espaços de coworking. Salzburgo tem apenas sete, o número mais baixo entre todos os destinos analisados. As velocidades de internet ficam igualmente aquém, pelo que quem vai sobretudo para trabalhar deverá evitar a cidade.

Munique aparece em penúltimo lugar, com apenas 20 pontos em 100.

Apesar de a cidade bávara ter fama de eficiente, as suas velocidades de internet deixam a desejar. A Alemanha tem a terceira banda larga fixa mais lenta do estudo, e as velocidades móveis são as segundas mais baixas.

É também um local caro para montar um escritório temporário. O arrendamento mensal mais barato em Munique custa 1 437 euros, o que coloca a cidade entre os destinos mais onerosos do ranking.

Hamburgo sai-se um pouco melhor do que Munique, com 23 pontos em 100, mas continua entre os piores destinos europeus para workcation.

Tal como Munique, a cidade é penalizada por velocidades de internet relativamente lentas e por custos de vida mais elevados do que em muitas das cidades do topo da lista.

Ainda assim, há alguns pontos a favor. Um apartamento para um mês pode encontrar-se por cerca de 889 euros, e existem 81 espaços de coworking espalhados pela cidade.

Hamburgo poderá não ser o melhor destino para workcation, mas é certamente uma opção mais acessível do que a outra cidade alemã analisada.

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