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Europa: companhias aéreas mais seguras reveladas em novo ranking global

Descola avião da Turkish Airlines do Aeroporto de Istambul, junto às margens do Mar Negro, em Istambul, a 6 de abril de 2019.
Descola avião da Turkish Airlines do Aeroporto de Istambul junto às margens do Mar Negro a 6 de abril de 2019 Direitos de autor  AP Photo/Lefteris Pitarakis
Direitos de autor AP Photo/Lefteris Pitarakis
De Dianne Apen-Sadler
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Sete companhias aéreas europeias figuram na lista das 25 melhores deste ano, de acordo com a AirlineRatings.

Embora os voos comerciais sejam há décadas o modo de viagem mais seguro, vários acidentes de grande impacto nos últimos 12 meses deixaram, compreensivelmente, os passageiros, tanto habituais como receosos, apreensivos em voltar a voar.

Ao analisar taxas de incidentes em 320 companhias e ajustando por fatores como o número total de voos e a idade da frota, o site AirlineRatings classificou as 25 companhias aéreas mais seguras do mundo para 2026.

Entre os elementos considerados estão a formação de pilotos e auditorias de segurança. Este ano, o site de avaliação de companhias atribuiu maior peso à prevenção da turbulência nos seus cálculos.

Apesar de Sharon Petersen, CEO, sublinhar que as diferenças entre as companhias no ranking estão a diminuir, só pode haver uma em primeiro e, em 2026, uma transportadora do Golfo lidera: Etihad Airways.

É a primeira vez que uma companhia do Golfo fica em primeiro, com a empresa sediada em Abu Dhabi a destronar a Air New Zealand.

Três das cinco primeiras são da região, e a lista é, no geral, dominada por companhias da Ásia-Pacífico. Sete europeias figuram no top 25.

Europa: quais são as companhias aéreas mais seguras em 2026?

Transportadora de bandeira da Turquia, a Turkish Airlines voltou a ser apontada como a mais segura da Europa, ficando em 12.º lugar no geral.

A operar a partir do seu hub em Istambul, Turkish Airlines detém o recorde mundial de países servidos por uma companhia e foi ainda nomeada a sexta melhor do mundo pela Skytrax em 2025.

O último incidente mortal num voo comercial da Turkish Airlines ocorreu em 2009, quando nove passageiros e tripulantes morreram após a queda de um Boeing 737-800 durante a tentativa de aterragem em Schiphol, Amesterdão.

Logo atrás, em 13.º, surge a britânica Virgin Atlantic, com a irmã Virgin Australia um pouco acima, em 9.º.

Desde a fundação, em 1984, a Virgin Atlantic não regista acidentes fatais.

Outras europeias no lote: TAP Air Portugal (16.º), SAS (17.º), British Airways (18.º), Iberia (20.º) e Lufthansa (21.º).

Europa: as companhias low-cost mais seguras em 2026?

Avaliadas num ranking separado, as companhias europeias representam 40 por cento da lista de segurança das low-cost.

Com a HK Express no topo, a melhor na Europa é a easyJet, em quinto no geral. A companhia britânica de baixo custo não regista acidentes fatais desde a sua criação, em 1995.

Seguem-se a airBaltic (7.º), Wizz Air (9.º), TUI (11.º), Vueling (12.º), Norwegian (13.º), Jet2 (17.º), Ryanair (18.º), Transavia (20.º) e Eurowings (21.º).

Como são apurados os rankings das companhias mais seguras?

As companhias avaliadas pela AirlineRatings recebem uma pontuação até sete, e o top 25 é escolhido entre as que obtêm a pontuação máxima.

O sistema de sete estrelas considera incidentes graves relacionados com pilotos, retirando uma ou duas estrelas consoante a gravidade e a frequência, e acidentes fatais nos últimos 10 anos, que levam à perda de três estrelas. Excluem-se terrorismo, sequestro ou suicídio, e colisões provocadas por outra aeronave.

Contam ainda avaliações de auditorias internacionais, incluindo o IATA Operational Safety Audit, a auditoria de segurança por país da Organização da Aviação Civil Internacional e as classificações de segurança da FAA.

2026 é o primeiro ano em que a participação no IATA Turbulence Aware passa a ser um fator na lista das 25, e há planos para atualizar os rankings nos próximos anos, analisando políticas sobre baterias de lítio a bordo, vídeos de segurança e o uso de ferramentas avançadas de monitorização.

Petersen disse sobre o ranking: “No conjunto, importa notar que todas as companhias presentes na lista de 2026 registaram incidentes nos últimos dois anos, desde toques de cauda a incêndios a bordo e desligamentos de motores, ainda assim a taxa real de incidentes por voo situa-se entre 0,002 e 0,09 entre as companhias, o que é um verdadeiro mérito para o setor.”

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