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Capri limita grupos turísticos e proíbe guarda-chuvas

Capri recebe até 50 mil visitantes por dia na época alta, número muito superior aos cerca de 13 a 15 mil residentes.
Capri recebe até 50 000 visitantes por dia na época alta, um número muito superior aos cerca de 13 000 a 15 000 residentes. Direitos de autor  Ellena McGuinness
Direitos de autor Ellena McGuinness
De Rebecca Ann Hughes
Publicado a Últimas notícias
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Capri recebe até 50 mil visitantes por dia na época alta, um número muito superior aos cerca de 13 a 15 mil residentes

A ilha italiana de Capri anunciou novas regras para o turismo, que entram em vigor este verão.

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Este destino de luxo está a apertar as regras para os grupos organizados, que, segundo as autoridades, entopem as ruas estreitas e perturbam residentes e outros viajantes.

As novas normas vão limitar o tamanho dos grupos e proibir os guias de utilizarem altifalantes e guarda-chuvas.

Ameaça ao ambiente tranquilo de Capri

Capri recebe até 50 000 visitantes por dia na época alta, um número muito superior aos cerca de 13 000 a 15 000 residentes.

Embora a ilha se apresente há muito como um destino tranquilo e elegante, as multidões de excursionistas de um dia, difíceis de gerir, não fazem parte dessa visão.

Já na década de 1950, o destino impôs regras de etiqueta aos visitantes: era proibido usar tamancos de madeira e ter rádios a tocar em alto volume.

A ameaça mais recente ao ambiente exclusivo da ilha são os grupos de turistas. As autoridades afirmam que muitos são barulhentos e mal organizados, congestionando as ruelas e os miradouros da ilha.

Capri aperta regras para grandes grupos de turistas

As novas regras passam a permitir o desembarque na ilha apenas de grupos organizados com um máximo de 40 pessoas.

Nos grupos com mais de 20 pessoas, deixa de ser permitido o uso de altifalantes. Os participantes devem receber auscultadores ou auriculares para ouvirem o guia.

Guias e responsáveis de grupo só podem transportar um letreiro discreto ou a paleta regulamentar para se identificarem. Fica proibido o uso de outros elementos vistosos, como guarda-chuvas ou bandeiras.

Os grupos são obrigados a manter-se juntos e a não afetar a segurança ou o conforto dos restantes visitantes. Cabe aos guias garantir que os grupos não ocupam espaço em excesso e deixam passagem para os outros turistas.

Turistas? Todos, mas não todos ao mesmo tempo

Moradores e operadores turísticos elogiaram a medida.

"Trata-se de um ato de responsabilidade, que reflete a nossa visão de uma ilha finalmente mais habitável", afirmou Lorenzo Coppola, presidente da associação hoteleira de Capri.

"As novas regras para grupos organizados são instrumentos indispensáveis para descongestionar as zonas críticas e devolver algum fôlego aos nossos percursos pedonais".

Gianluigi Lembo, proprietário da famosa taberna Anema e Core, onde já festejaram figuras como Jennifer Lopez, Mariah Carey ou Leonardo DiCaprio, sublinhou que as novas regras beneficiam todos os visitantes, e não apenas os VIP.

"Turistas? Todos, mas não todos ao mesmo tempo. Não sou a favor de visitantes de primeira e de segunda, e ninguém deve ser excluído", disse ao diário italiano Corriere del Mezzogiorno.

"Mas também tem de haver um limite para os grupos, porque o espaço na ilha é limitado. Por isso, vejo com bons olhos o teto agora imposto, que não considero uma proteção apenas do turismo VIP, mas de todos".

O presidente da câmara de Capri, Paolo Falco, afirmou ainda que o município está a trabalhar em novas medidas para controlar o tráfego de embarcações no porto de Marina Grande, onde os visitantes chegam e se concentram para apanhar o funicular ou os autocarros para o centro de Capri ou para a mais tranquila localidade de Anacapri, no lado oeste da ilha.

Disse aos meios de comunicação italianos que isto pode incluir a limitação dos desembarques a determinados horários. "Estamos a estudar a fundo esta questão e a segurança do porto e conseguiremos resolvê-la muito antes do verão", assegurou.

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