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Como os museus preservam o legado da Rota da Seda

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Como os museus preservam o legado da Rota da Seda
Direitos de autor  Euronews
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De Rushanabonu Aliakbarova
Publicado a Últimas notícias
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Desde palácios reais e artefactos da Rota da Seda até arte de vanguarda e exposições científicas interativas, os museus oferecem uma viagem através de séculos de história, criatividade e intercâmbio cultural.

A viagem começa em Khiva, onde a história se entrelaça com a vida quotidiana. Mesmo à saída das muralhas da cidade velha, o Palácio Nurullabai conta a história da transição, misturando a arquitetura tradicional com pormenores europeus. Construído por ordem do Khan de Khiva na viragem do século XX, o palácio serve atualmente como espaço de exposição, onde as fotografias do primeiro fotógrafo da Ásia Central, Khudaibergen Devanov, captam uma sociedade no limiar da modernidade.

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De Khiva, a rota segue para oeste até Nukus, onde se situa o Museu Estatal de Artes, que tem o nome de Igor Savitsky, um arqueólogo, artista e colecionador que fundou o museu e moldou a sua identidade única. A vasta coleção do museu reúne pinturas de vanguarda, artesanato tradicional de Karakalpak e descobertas arqueológicas. Construído com base na visão de um homem determinado a preservar a arte em vias de extinção, o museu é um marco cultural que atrai visitantes de todo o mundo.

A viagem continua até Samarkand, uma das mais antigas cidades continuamente habitadas do mundo. No Museu Afrasiab, construído diretamente no local de uma antiga povoação, as pinturas murais do século VII oferecem um raro vislumbre da vida ao longo da Rota da Seda.

A viagem termina em Tashkent, onde o Museu Politécnico de Tashkent oferece uma perspetiva diferente da história do Uzbequistão, uma história moldada pela engenharia, ciência e inovação. Desde as primeiras rodas até aos modernos carros uzbeques, o museu traça a evolução dos transportes, convidando os visitantes a aprender sobre física e ciência através de exposições interativas.

Estes lugares guardam os pormenores que o tempo deixa para trás: nas salas dos palácios, nas fotografias, nas paredes antigas e nas máquinas que outrora definiram o progresso. Cada museu conta a sua história de forma diferente. Alguns preservam descobertas centenárias. Outros documentam momentos que ainda estão na memória viva. Juntos, mostram como o país mudou e como essas mudanças continuam a moldar a vida quotidiana.

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