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Olhando para o interior: Portugal impulsiona turismo regional com projetos de 11 milhões de euros

Com um investimento total de cerca de 11 milhões de euros, os projetos vão dinamizar o turismo nas regiões do interior de Portugal
Com um investimento total de cerca de 11 milhões de euros, os projetos vão dinamizar o turismo nas regiões do interior de Portugal Direitos de autor  Photo by Maga Lhofa on Unsplash
Direitos de autor Photo by Maga Lhofa on Unsplash
De Fakhriya M. Suleiman
Publicado a Últimas notícias
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Os projetos irão apoiar o turismo de natureza, gastronómico, de bem-estar e cultural no interior de Portugal, e atrair visitantes para fora dos principais centros turísticos, como Lisboa e o Porto.

Quando pensa numa visita a Portugal, vêm-lhe à cabeça Lisboa e o Porto, ou talvez a costa do Algarve, mais a sul? Pois bem, um investimento de vários milhões de euros pretende desviar as atenções dos locais habitualmente mais populares – redesenhando o mapa turístico de Portugal, uma região do interior de cada vez.

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O governo está a financiar 12 projetos turísticos no valor de 4,5 milhões de euros. Com um investimento total de cerca de 11 milhões de euros, os projetos irão impulsionar o turismo nas regiões do norte e centro de Portugal, bem como nas regiões do Alentejo e do Ribatejo.

A medida insere-se na iniciativa mais alargada "Crescer com o Turismo", lançada em fevereiro de 2025 e dotada de um orçamento de 30 milhões de euros.

Os montantes agora atribuídos destinam-se a entidades públicas, privadas e associativas e dão prioridade a áreas-chave como o turismo de natureza, gastronómico, ativo, de bem-estar e cultural.

Os projetos ambiciosos vão também apostar na criação de novos produtos turísticos, na promoção de territórios inteligentes e na revitalização do património histórico e cultural, bem como no reforço da sustentabilidade e da regeneração urbana.

O financiamento apoiará ainda esforços de qualificação, como programas de formação e capacitação para trabalhadores do setor em situação de vulnerabilidade.

Quando o acordo relativo aos contratos de investimento foi assinado, Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial, reconheceu que, embora existam projetos de maior dimensão que podem ser desenvolvidos sem a necessidade de tanto apoio estatal, existem também projetos de menor dimensão, "especialmente nas zonas do interior, destinados a valorizar o património cultural e natural, que são extremamente atraentes e inovadores para os visitantes estrangeiros".

Para Castro Almeida, estes projetos turísticos de menor escala devem ser "promovidos e divulgados".

Em 2025, Portugal recebeu 32,5 milhões de hóspedes, dos quais 19,7 milhões eram estrangeiros, segundo dados divulgados pelo Turismo de Portugal.

Os principais mercados emissores foram o Reino Unido e os Estados Unidos, com 2,5 milhões e 2,4 milhões de visitantes, respetivamente, seguidos de Espanha, Alemanha e França, que também registaram chegadas na ordem dos milhões.

Se, por um lado, o organismo nacional de turismo aponta que o aumento de visitantes gerou 29,1 mil milhões de euros em receitas, por outro, as comunidades locais mostram-se cada vez mais descontentes com o volume elevado de chegadas em destinos como Lisboa e Porto.

No ano passado, o jornal britânico The Guardian fez uma reportagem aprofundada sobre o excesso de turismo em Portugal e em Espanha e ouviu residentes que foram engolidos por alojamentos turísticos.

"É muito estranho. Imagine, não tenho vizinhos, apesar de estar no meio de uma grande cidade", disse um morador de Lisboa, onde um número crescente de casas é arrendado a turistas. Acrescentou que isso deixou partes da capital portuguesa com um ambiente de "lugar fantasma".

A visão de Castro Almeida sobre o turismo é mais otimista. Classificou-o como uma "atividade muito importante" que "puxa o país para cima".

E acrescentou: "Numa determinada semana do ano, ou num determinado local do país, pode haver excesso de turismo, mas, globalmente, em todo o país e ao longo do ano, não temos turistas a mais."

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