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Países Baixos: grupos lançam campanha por taxa aérea igual face a voos 'inacessíveis'

Subida prevista do imposto sobre a aviação pode penalizar fortemente companhias aéreas e aeroportos neerlandeses
Subidas previstas do imposto sobre a aviação podem penalizar fortemente companhias aéreas e aeroportos holandeses Direitos de autor  Sweder Breet/Unsplash
Direitos de autor Sweder Breet/Unsplash
De Saskia O'Donoghue
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Agências de viagens sediadas nos Países Baixos apelam ao governo neerlandês para rever os fortes aumentos do imposto sobre a aviação, que dizem poder afastar famílias das férias e desviar passageiros para aeroportos além-fronteira.

Companhias aéreas e empresas de viagens neerlandesas contestam planos para introduzir as taxas sobre voos mais altas da UE, alertando que o forte aumento pode tornar as férias incomportáveis para famílias comuns.

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A campanha surge depois de se revelar que dois terços dos viajantes neerlandeses receiam que o transporte aéreo a partir dos Países Baixos se torne demasiado caro se os aumentos fiscais previstos avançarem.

De acordo com novos dados, resultantes de um inquérito a 1 000 pessoas realizado pela Markteffect, 71% dos cidadãos neerlandeses consideram que viajar de avião deve continuar a ser acessível para quem tem rendimentos mais baixos.

Perante isto, a ANVR – Associação Neerlandesa de Agentes de Viagens e Operadores Turísticos – lançou uma nova campanha, Gelijke Vliegtaks (fonte em inglês), que significa imposto igual sobre o transporte aéreo.

Em conjunto com a TUI, a Corendon, a Transavia e a KLM, as empresas apelam a Haia para que repense os impostos neerlandeses sobre viagens de avião, que já no próximo ano podem tornar-se os mais elevados de toda a UE.

Países Baixos: impostos mais altos na aviação podem mudar perfil das viagens

“Para muitas pessoas, as férias anuais são um momento importante para descansar e estar juntas”, afirmou o diretor da ANVR, Frank Radstake.

“Até 2027, o imposto neerlandês sobre viagens de avião de longo curso passará de cerca de 30 para 72 euros por bilhete, um aumento de 140%. Isso representa um encargo financeiro significativo para os viajantes, sobretudo em comparação com os países vizinhos.”

A associação defende que a aviação deve ser tratada a nível europeu, sem que qualquer país tenha de suportar sozinho o peso de impostos mais altos.

Segundo a ANVR, a partir de 2027, uma família de quatro pessoas que viaje para a Turquia a partir dos Países Baixos poderá pagar mais de 190 euros só em impostos sobre viagens de avião. Do outro lado da fronteira, na Bélgica, uma família do mesmo tamanho pagaria cerca de 40 euros por uma viagem comparável.

Se o aumento dos impostos avançar, explicou Radstake, os viajantes neerlandeses vão “pagar muito mais por voos comparáveis do que os passageiros que partem de aeroportos logo do outro lado da fronteira”. E acrescentou: “Essa diferença nem sempre é visível para o consumidor, mas os custos adicionais podem acumular-se rapidamente para pessoas e famílias.”

Marjan Rintel, presidente e diretora-executiva da KLM, subscreve estes alertas e afirma que muitos viajantes neerlandeses podem deixar de usar os aeroportos do país para voar mais barato a partir de países vizinhos.

“Os viajantes neerlandeses ou serão fortemente penalizados do ponto de vista financeiro ou optarão por partir de aeroportos do outro lado da fronteira”, afirmou.

“Isso não beneficia o clima e, se viajantes e empresas partirem, alguns destinos desaparecerão. Estes planos devem ser reconsiderados e os impostos neerlandeses sobre viagens de avião devem voltar a alinhar-se com os dos países vizinhos.”

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