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Europa: países e cidades mais acolhedores para expatriados

Luxemburgo entre os países que melhor acolhem expatriados
Luxemburgo é classificado entre os países mais acolhedores para expatriados Direitos de autor  Artem Shuba/Unsplash
Direitos de autor Artem Shuba/Unsplash
De Dianne Apen-Sadler
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Um novo relatório analisa fatores como as taxas de emprego de estrangeiros, a segurança e a experiência global dos expatriados.

Mudar-se fisicamente para o estrangeiro pode ser relativamente simples (consoante o passaporte, claro), mas sentir-se verdadeiramente instalado no novo país pode demorar.

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Pode haver barreiras linguísticas ou muita burocracia para tratar – e isso ainda antes de começar realmente a criar uma comunidade de amigos e locais habituais.

Felizmente, a equipa da seguradora para expatriados e trabalhadores remotos William Russell (fonte em inglês) analisou os dados para perceber exatamente quais são os países e cidades mais acolhedores do mundo.

“Um destino acolhedor tem mais que ver com a facilidade em construir uma vida depois de chegar do que com a facilidade de entrada”, afirmou William Cooper, diretor e co-proprietário da William Russell.

“O acesso ao emprego, a disponibilidade de cuidados de saúde e a estabilidade financeira têm um papel real em saber se os expatriados se sentem integrados nos primeiros seis a doze meses. Estes fatores podem fazer a diferença entre regressar a casa ou relocalizar-se a longo prazo.”

Países europeus mais acolhedores para expatriados

A William Russell atribuiu pontuações de 0 a 10 aos países com base em seis fatores: experiência de expatriados, dimensão da população migrante, taxas de emprego de pessoas nascidas no estrangeiro, atitudes públicas perante imigrantes, segurança e abertura em matéria de vistos.

Os dados vêm de várias fontes, incluindo o inquérito Expat Insider da InterNations, a OCDE, o Banco Mundial, o Global Peace Index e a Henley Global.

Com uma pontuação global de 8,94 em 10, a Islândia foi considerada o país mais acolhedor do mundo, graças à elevada taxa de emprego da população nascida no estrangeiro (84,2%), às oportunidades de trabalho, a processos administrativos simples e a elevados níveis de confiança social.

O segundo lugar foi também para um país europeu: o Luxemburgo.

Isto deve-se à elevada população migrante, com mais de metade dos residentes a virem do estrangeiro, o que significa que serviços como banca e habitação são pensados para acolher residentes internacionais, ao mesmo tempo que é provável trabalhar num ambiente multilingue e ter colegas com percursos de relocalização semelhantes.

A Suíça ficou em quinto lugar, com uma elevada pontuação de abertura de vistos, de 93, e uma taxa de emprego de pessoas nascidas no estrangeiro de 77,1%.

Logo atrás surge a Irlanda, em sexto lugar, enquanto o top 10 é completado por um trio de países europeus: Chéquia, Portugal e Áustria.

Países no topo: pontuações de 0 a 10

  1. Islândia: 8,94
  2. Luxemburgo: 8,69
  3. Nova Zelândia: 8,57
  4. Austrália: 8,54
  5. Suíça: 8,36
  6. Irlanda: 7,89
  7. Colômbia: 7,71
  8. Chéquia: 7,62
  9. Portugal: 7,47
  10. Áustria: 7,40

Cidades europeias mais acolhedoras para expatriados

No caso das cidades, a William Russell usou dados do Happy City Index e do Numbeo, analisando fatores relacionados com felicidade, segurança e cordialidade no espaço público.

Zurique lidera o ranking global, com uma elevada pontuação de segurança (76,7) e um baixo índice de fricção social (24,9).

Segue-se, na Europa, Copenhaga em quarto lugar, depois Munique em quinto, Praga em sexto e Varsóvia em oitavo.

Grandes metrópoles como Londres, Paris e Nova Iorque ficam de fora do top 10, com a William Hill a sugerir que a dimensão e a densidade das cidades podem aumentar a sensação de anonimato e dificultar a criação de ligações.

Cidades no topo: pontuações de 0 a 10

1. Zurique: 9,06

2= Singapura: 8,97

2= Tóquio: 8,97

4. Copenhaga: 8,72

5. Munique: 8,63

6. Praga: 7,86

7. Dubai: 7,61

8. Varsóvia: 7,52

9. Seul: 7,44

10. Hong Kong: 7,26

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