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Reino Unido revê alertas: é seguro viajar para o Médio Oriente?

As novas orientações facilitam as viagens de turistas britânicos para destinos como o Dubai e Doha.
As novas orientações facilitam as viagens dos turistas britânicos para destinos como o Dubai e Doha. Direitos de autor  Copyright 2025 The Associated Press. All rights reserved.
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De Rebecca Ann Hughes
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As novas recomendações facilitam as viagens dos turistas britânicos para destinos como o Dubai e Doha

Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido reviu em baixa o aviso de viagem para alguns países do Médio Oriente, na sequência de um memorando de entendimento assinado pelos EUA e o Irão.

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As novas recomendações facilitam as viagens de férias de britânicos para destinos como o Dubai e Doha.

Já outros governos europeus ainda não atualizaram as respetivas orientações, pelo que os cidadãos devem certificar‑se de que conhecem o que está em vigor no seu país, uma vez que avisos para evitar todas as viagens que não sejam essenciais podem invalidar o seguro de viagem.

Mesmo com o avanço em direção ao fim da guerra no Médio Oriente, as companhias aéreas não se apressam a retomar os voos para a região. A maioria mantém as datas anteriormente anunciadas para a reposição dos serviços. Pode consultar uma lista completa aqui.

Reino Unido suaviza recomendações de viagem para o Médio Oriente

Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Commonwealth e do Desenvolvimento (FCDO) deixou de desaconselhar todas as viagens que não sejam essenciais para os Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar e Kuwait, bem como para as províncias Oriental e de Riade, na Arábia Saudita.

Medida sucede a uma atualização anterior do aviso relativo à Jordânia, que passou a desaconselhar apenas todas as deslocações para uma faixa de 3 km ao longo da fronteira com a Síria.

Todas as viagens para o Irão, a Síria e o Iémen continuam desaconselhadas.

Apesar de ter aliviado as orientações, o FCDO continua a apelar à prudência. “A situação mantém‑se imprevisível e os ataques podem ser retomados com pouco aviso prévio”, lê‑se numa nota.

Se as hostilidades recomeçarem, os cidadãos britânicos devem ler o documento “If you’re affected by a crisis abroad” (fonte em inglês), e seguir as indicações das autoridades locais.

O FCDO recomenda ainda que os viajantes acompanhem os meios de comunicação locais e internacionais para obter informação atualizada, evitem zonas próximas de instalações de segurança ou militares, revejam regularmente os planos de partida e garantam que têm a documentação de viagem em dia.

Governos europeus mantêm avisos de viagem para o Médio Oriente

Quem vive noutros países europeus deve consultar os avisos emitidos pelo respetivo governo, já que muitos ainda não foram atualizados.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Irlanda (Department of Foreign Affairs, DFA) mantém avisos para “evitar viagens não essenciais” aos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Kuwait, Bahrein e Jordânia, bem como recomendações de “não viajar” para o Irão, Israel e Líbano.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão continua a “desencorajar fortemente” viagens para os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Omã, Jordânia e Bahrein.

“A situação de segurança na região continua altamente volátil; não se pode excluir uma nova escalada, incluindo restrições significativas ao tráfego aéreo”, lê‑se nas notas relativas à maioria destes países.

As autoridades francesas continuam a desaconselhar viagens para os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar e Kuwait, “salvo por razões imperiosas”.

Os viajantes devem ter presente que insistir em fazer uma viagem para uma região que o ministério dos Negócios Estrangeiros do seu país desaconselha pode invalidar o seguro de viagem.

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