Os ataques de mísseis e drones russos em Kiev e Kharkiv atingiram edifícios residenciais e instalações de infraestruturas energéticas, numa altura em que se fazem sentir 13 graus negativos na capital ucraniana.
As forças russas lançaram um ataque em massa contra a Ucrânia na noite de sexta para sábado, utilizando cerca de 400 drones e mísseis de vários tipos. 372 deles foram abatidos ou suprimidos, segundo as forças de defesa aérea AFU.
Os principais alvos dos ataques russos foram as duas maiores cidades da Ucrânia, Kiev e Kharkiv, tendo morrido pelo menos uma pessoa e mais de 20 ficado feridas, segundo as autoridades locais.
Os ataques, incluindo a estruturas energéticas, causam frequentes falhas no fornecimento de energia, numa altura em que a capityal ucraniana regista temperaturas mínimas de 13 graus centígrados.
"Kiev está a ser alvo de bombardeamentos inimigos maciços. Não abandonem os vossos abrigos!" - apelou o presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, através do Telegram.
Segundo ele, deflagraram incêndios em vários edifícios atingidos por destroços de drones e o abastecimento de água e aquecimento foi interrompido em algumas zonas da capital. Uma pessoa morreu. Muitas pessoas passaram a noite nas estações de metro, que se tornaram abrigos para os cidadãos de Kiev.
Outras quatro pessoas ficaram feridas na região de Kiev, informou o chefe da administração militar regional.
Na segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv, registou-se uma série de fortes explosões. O presidente da Câmara, Ihor Terekhov, afirmou que os ataques de drones russos danificaram vários edifícios residenciais. Houve incêndios em apartamentos de edifícios altos, um albergue para pessoas deslocadas, um hospital e uma maternidade foram danificados. 14 pessoas ficaram feridas, incluindo uma mulher grávida e uma criança.
Chernihiv, no norte do país, foi gravemente afetada pelos bombardeamentos russos em massa. Os ataques atingiram instalações de infraestruturas energéticas e equipamento foi danificado. Quase toda a cidade foi bombardeada, informou a administração local.
Estes novos ataques acontecem durante uma reunião direta de negociadores da Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, iniciada na sexta-feira em Abu Dhabi, sobre o plano promovido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para pôr fim à guerra que dura há quase quatro anos.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, afirmou que o principal obstáculo continua a ser a questão do território - com Moscovo a insistir na retirada das tropas ucranianas de Donbass, uma região industrial no leste do país.