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Manifestantes e polícia confrontam-se em Genebra antes da cimeira do G7

Manifestantes acendem um very-light cor‑de‑rosa durante manifestação «No G7» em Genebra, Suíça, domingo, 14 de junho de 2026, antes da cimeira do G7 de 15 a 17. (AP Ph
Manifestantes acendem sinal de fumo cor-de-rosa durante protesto «No G7» em Genebra, Suíça, domingo, 14 de junho de 2026, antes da cimeira do G7 de 15 a 17 de junho. (AP Ph) Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Jerry Fisayo-Bambi
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Segundo a polícia de Genebra, cerca de 20 mil pessoas, entre as quais cerca de 600 elementos do chamado "Black Bloc" participaram nas manifestações.

Milhares de manifestantes convergiram para Genebra, na Suíça, este domingo, para protestar contra os líderes do G7, o grupo de países mais industrializados do mundo, antes da abertura da cimeira na localidade próxima de Évian-les-Bains, no lado francês da fronteira.

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A cimeira de três dias, que começa esta segunda-feira, deverá abordar temas como o Médio Oriente, a Ucrânia e os desequilíbrios da economia mundial.

Grande parte dos líderes chegará ao aeroporto de Genebra antes de seguir para Évian.

Confrontos eclodiram entre manifestantes e polícia perto da sede das Nações Unidas na cidade suíça, no domingo. Alguns manifestantes lançaram garrafas, pedras, pedaços de cimento e petardos contra os agentes, que responderam com gás lacrimogéneo e canhões de água.

Segundo números avançados pelo porta-voz da polícia de Genebra, Alexandre Brahier, participaram na manifestação cerca de 20.000 pessoas, incluindo cerca de 600 considerados elementos do “Black Bloc”, grupo de manifestantes vestidos de negro, com a identidade dissimulada, que aproveitam os protestos para praticar atos violentos.

Segundo os organizadores, a manifestação terá juntado pessoas com causas diversas, de ambientalistas e feministas a militantes antifascistas, defensores da comunicação social independente, apoiantes dos direitos dos palestinianos e outros num parque junto ao lago, em Genebra, para a marcha que atravessou a cidade.

Os confrontos violentos prolongaram-se pela noite, após uma série de incidentes que incluíram um carro incendiado e vidraças de um banco partidas, segundo noticiou a comunicação social.

Manifestantes dispersam por uma zona relvada durante a manifestação "No G7" em Genebra, na Suíça,
Manifestantes dispersam por uma zona relvada durante a manifestação "No G7" em Genebra, na Suíça, Laurent Cipriani/AP

França e Suíça mobilizam milhares de polícias

As autoridades suíças e francesas afirmam ter destacado milhares de polícias para garantir a segurança da cimeira de três dias. Segundo responsáveis franceses, serão mobilizados mais de 13.000 polícias e gendarmes para assegurar a segurança na zona da cimeira, do outro lado da fronteira. Mais de 800 agentes franceses dos serviços de fronteira estarão de serviço, contra cerca de 60 habitualmente.

Além do reforço policial, as autoridades fecharam estradas, proibiram ajuntamentos não autorizados e prometeram apoio financeiro às empresas que possam ser afetadas por eventuais distúrbios.

Dezenas de empresas e lojas na estância francesa taparam as montras com painéis de madeira, por precaução.

Um residente, Robin Hedz, lamentou a “confusão” e mostrou-se perplexo com o “muro de madeira por todo o lado”, embora recorde o rasto de bens danificados deixado pela cimeira de há mais de 20 anos, em 2003.

A cimeira do G7 é a primeira grande reunião internacional desde que os Estados Unidos e Israel lançaram a guerra contra o Irão, a 28 de fevereiro.

Desde então, a guerra abalou a frágil estabilidade no Médio Oriente e levou ao bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do transporte marítimo mundial, provocando uma subida dos preços globais da energia.

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