Os líderes das sete potências reúnem-se na Alta Saboia nos dias 15, 16 e 17 de junho. Será organizada uma sessão com o presidente ucraniano para “trabalhar pela unidade em apoio à Ucrânia”.
Um convidado especial para uma cimeira muito aguardada: o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, foi oficialmente convidado para a cimeira do G7, que terá lugar em Évian-les-Bains, na Alta Saboia, nos dias 15, 16 e 17 de junho, anunciou Emmanuel Macron nesta quarta-feira, 10 de junho, a partir do Palácio do Eliseu.
"É muito importante para nós, porque é preciso recriar convergência no G7, em apoio à Ucrânia nos diferentes aspetos da guerra", incluindo quanto à necessidade de "negociações", explicou o presidente francês ao justificar esta decisão durante um encontro com a sociedade civil no Eliseu, numa alusão às divergências entre os europeus e Donald Trump sobre este dossiê.
Será também organizada uma sessão para "promover a unidade em torno da Ucrânia" e discutir as condições para o diálogo com a Rússia, que invadiu a Ucrânia, seu vizinho, em fevereiro de 2022.
Este anúncio surge na sequência da reunião de domingo em Londres entre os dirigentes ucraniano, francês, alemão e britânico. Nessa reunião, Keir Starmer, Emmanuel Macron e Friedrich Merz reafirmaram o seu apoio à proposta de Volodymyr Zelenskyy de um "diálogo direto" entre a Ucrânia e a Rússia, "com a participação ativa dos Estados Unidos e da Europa", no final do encontro com o presidente ucraniano.
Na quinta-feira, o presidente ucraniano tinha, por sua vez, proposto a Vladimir Putin, numa carta, um encontro direto. O presidente russo respondeu que não via "interesse" nisso enquanto não fosse previamente negociado um acordo para pôr fim à guerra.
Estreito de Ormuz: outro tema em discussão
O presidente francês anunciou também que os dirigentes do Egito, da Arábia Saudita, do Qatar e dos Emirados Árabes Unidos serão "associados" a uma sessão da cimeira do G7 em Évian, a fim de abordar o conflito no Médio Oriente.
A discussão incidirá sobre o encerramento do estreito de Ormuz, no Golfo, que "tem um impacto real nas nossas economias", nomeadamente devido ao aumento dos preços dos combustíveis, e sobre as "negociações com o Irão", explicou o presidente francês, considerando "muito importante" tentar "encontrar vias e meios de cooperação".