Salto dramático para o cesto de salvamento: perante uma escada dos bombeiros demasiado curta, uma mulher que fugia de um incêndio não hesitou em saltar.
A história de Berlim é tão inacreditável que está a ser noticiada em todo o mundo, mesmo que o incêndio tenha acontecido na semana passada, dia 14 de agosto.
Quando os bombeiros chegaram, cerca das 6h30, menos uma hora em Lisboa, a mulher já estava sentada no parapeito exterior da janela do seu apartamento em chamas, no 11.º andar de um prédio alto em Berlin-Friedrichshain, perto da estação ferroviária Ostbahnhof, relatou na altura a rádio Rundfunk Berlin-Brandenburg (RBB). Fumo denso saía do interior do prédio. “Foi mesmo por um triz”, afirmou o porta-voz dos bombeiros.
É que a escada giratória dos bombeiros de Berlim é demasiado curta e só chega aproximadamente até ao 9.º andar do edifício de 21 pisos.
O incêndio provocou ferimentos em 13 pessoas. O fumo tinha-se espalhado de forma tão intensa pelo edifício que centenas de moradores tiveram de ser retirados pelas equipas de bombeiros pelas escadas.
Eesgate espectacular corre mundo
O vídeo do dramático resgate de 14 de agosto está entretanto a tornar-se viral.
Na rede X, o vídeo publicado pelo utilizador ColdJack foi visto mais de 3,3 milhões de vezes e difundido novamente em inúmeras versões.
A mulher tem de saltar vários metros em queda para o cesto da escada giratória dos bombeiros. Hesita durante muito tempo antes de ter coragem para se largar.
No vídeo vê-se como a mulher vence a distância de dois andares e aterra em segurança junto do bombeiro, no cesto da escada giratória.
Segundo o relatório dos bombeiros de Berlim, estiveram empenhados 116 elementos de socorro. Ao fim de cerca de cinco horas, o local do incêndio no prédio alto foi entregue à polícia para apurar a origem do fogo.
As imagens do salvamento são tão espectaculares que as fotografias e vídeos do incêndio em Berlim, no qual felizmente ninguém ficou gravemente ferido, estão agora a ser divulgados pelos meios de comunicação social em todo o mundo.
Mas o porta-voz dos bombeiros, sobre esta intervenção dramática, comenta: “Não é algo que se queira viver todos os dias.”