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Economia americana dá mostras de melhoras nuns Estados, mas noutros não

Economia americana dá mostras de melhoras nuns Estados, mas noutros não
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A economia é a pedra angular destas presidenciais norte-americanas. No importante Estado do Ohio (com 18 representantes) ninguém sabe se o copo está meio cheio ou meio vazio. A recuperação económica está a ser muito lenta.

A indústria automóvel, salva pelas ajudas públicas de Obama, recomeçou a contratar. E as vendas cresceram 7% em outubro, o que foi o melhor aumento mensal desde o início da crise, em 2007.

Na fábrica da General Motors em Flint, perto de Detroit, no Estado de Míchigan, reina o optimismo.

Tony McMillan, operário no setor automóvel:

“Estas coisas não são baratas. São viaturas de trabalho, pesadas, custam muito dinheiro. Estão construídas para durar. Eles vendem e nós fazemos três turnos por dia paraconseguir disponibilizar 250. Acho que isto ilustra bastante bem para onde vai a economia”.

O reverso da medalha é que a cidade de Flint está na bancarrota. Com um déficit de 13 milhões de euros, a prefeitura despediu 60 polícias em duas semanas. E reduziu o salário dos restantes em 30%. Todos os serviços públicos sofreram cortes. 20% dos funcionários públicos perderam o emprego e os que o mantêm tiveram de aceitar um corte salarial de 20%.

As consequências da crise também se sentem em Fredericksburg, no Estado de Virgina, também crucial com 13 representantes. Apesar do desemprego se manter nos 5,8%, abaixo da média nacional, o Banco Alimentar tem a cada vez mais clientes.

Oya Oliver, presidente do Banco contra a Fome de Fredericksburg:

“Aumentámos 31% em todos os serviços que prestamos.”

Mesmo nos bairros da classe média, como o de Bucks County, na Pensilvânia, se percebem as carências, inexistentes até há poucos anos atrás.

“Por agora pagamos as faturas. Mas não sobra muito para o resto”, queixa-se uma utente.

Do outro lado do balcão, os comerciantes também não conseguem vender a mercadoria dos expositores. Numa loja de fatos e gravatas italianos, em Georgetown, há saldos no ano inteiro, como explica Alex Brown:

“Produtos que vendíamos a 100 dólares, no ano passado, agora quase oferecemos. Na compra de uma gravata damos três. Cortamos nas margens de lucro. A situação está muito complicada. “

A economia norte-americana está melhor? Talvez não tanto como alguns pensam. Temos de esperar que a situação global melhore para examinar bem a economia americana.

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