A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.
Última hora

Pediga assombra acolhimento alemão aos refugiados islâmicos

Pediga assombra acolhimento alemão aos refugiados islâmicos
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

Há dois meses, algumas centenas de ativistas formaram o movimento Pediga, na Alemanha .
A sigla equivale a: “Patrióticos europeus contra a islamização do ocidente”.

Muitos mais ativistas se juntaram, esta segunda-feira, nas manifestações que decorreram em Dresden.
Antes do Natal já eram 17 mil.

O fundador do Pediga, Lutz Bachmann atraiu nacionalistas de direita assim como alemães da classe média, em geral, alarmados com a contínua chegada de refugiados.

Lutz Bachmann, o líder, sabe como unir a assistência:

“- A Alemanha não é uma terra de imigração. Integração não significa viver cada um para seu lado mas sim juntos, temos de viver na base dos valores de raíz, judaico-cristãos, determinados pelo cristianismo, humanismo e luz”.

O ativista justifica a criação do movimento como consequência dos confrontos entre refugiados sírios e salafistas no passado mês de outubro, nas ruas de Hamburgo. Decidiu, então, reagir, e convocou os manifestantes através das redes sociais.

Fazem ecoar cânticos religiosos para reivindicar as raízes culturais da Alemanha, mas começam a ter dificuldades em controlar a adesão dos neonazis e outros, guiados por instintos xenófobos.

Têm todos uma crítica a fazer em relação ao acolhimento alemão:
“Vejam onde vivem os que pedem asilo. São apenas homens. Onde estão as famílias? São criminosos que deixaram para trás os familiares, na guerra. “

Além de ser um destino privilegiado dos imigrantes na Europa, a Alemanha é, também, o primeiro destino dos muçulmanos que solicitam asilo.
Desde o início de 2014, acolheu 200 mil refugiados da Síria, do Iraque e de outros países em guerra civil.

A chanceler alemã, Angela Merkel, teve de intervir para que o movimento não ganhe proporções desmedidas:

“- Não oiçam estes apelos para se manifestarem. Por trás deles, muitas vezes, estão preconceiros, ódio, frieza”.

A vaga de xenofobia, iniciada em Dresden, já atingiu o coração de 30% de alemães, que aderiam ao Pediga. Todas as semanas, à segunda-feira, em todo o país, são organizadas contra-manifestações para testemunhar o apoio dos alemães aos que fugiram dos seus países em condições drásticas e vivem em solo germânico.