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Nova edição do Charlie Hebdo esgota em França

Nova edição do Charlie Hebdo esgota em França
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De  Lurdes Duro Pereira com AFP, Reuters
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A edição do jornal satírico francês Charlie Hebdo foi distribuída em mais de 20 países, com versões em cinco línguas. O português não está incluído.

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A primeira edição do Charlie Hebdo após o ataque terrorista de que foi alvo há uma semana desapareceu pouco depois de ter chegado às bancas.

Os exemplares do semanário satírico francês esgotaram em 27 mil pontos de venda.

“Quando saí de casa estava convencido que não ia conseguir comprar o Charlie Hebdo. Mas consegui o que é quase um milagre. Sei que milhões de exemplares vão ser ainda impressos. Por isso, creio todos vão conseguir ter um” refere um francês.

Para fazer face à procura, o jornal decidiu voltar a aumentar a tiragem, desta vez, para cinco milhões de exemplares.

“É importante ser um dos primeiro a comprar não conheço o Charlie Hebdo. Quero saber do que fala e talvez me inspire para o futuro. Dada a atual situação penso que todos os franceses deviam comprar o Charlie Hebdo” acrescenta um parisiense.

Outro adianta: “acordei mais cedo para comprar um exemplar, mas não tive sorte e estou desapontado. Por isso, vou pegar no carro e ver se consigo encontrar o Charlie Hebdo noutro quiosque.”

A empresa responsável pela distribuição do Charlie Hebdo, enviou para Portugal 500 jornais. Cada exemplar custa €3.50.

“Sim, consegui um exemplar. É importante por causa da liberdade de expressão. O que aconteceu na redação é inaceitável. Ainda sofro com todas aquelas mortes” conclui uma mulher.

A caricatura profeta Maomé já criticada por vários países e organizações radicais volta, hoje, à capa do semanário que se tornou símbolo da liberdade de expressão.

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