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Luta contra o cancro: Sete razões para acreditar

Luta contra o cancro: Sete razões para acreditar
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Celebra-se hoje, 4 de fevereiro, o Dia Mundial da Luta contra o Cancro. Só na União Europeia, a doença é a causa de cerca de um quarto das mortes, como lembra o Parlamento Europeu.

Prevenir é sempre a melhor arma contra o cancro. Todos sabemos que não fumar, ter uma alimentação e um estilo de vida saudáveis são gestos fundamentais para diminuir as hipóteses de virmos a contrair a doença.

Se é verdade que a prevenção é essencial e não pode ser descurada, também é verdade que os tratamentos tiveram um avanço considerável e as previsões apontam para que se morra cada vez menos de cancro. Apresentamos aqui sete razões, recolhidas um pouco todo o mundo, para continuar a apoiar a luta contra a doença.

Em 2050, todos os pacientes com menos de 80 anos conseguirão ser curados

É o que diz um estudo conjunto de duas universidades britânicas, que demonstram que os atuais avanços fazem prever um prazo de 20 a 30 anos até que a cura seja possível para todos os pacientes de cancro com menos de 80 anos.

Metade dos pacientes sobrevive pelo menos 10 anos

A conclusão é da Cancer Research UK, uma organização britânica fundada em 2002 e considerada a maior ONG mundial de combate ao cancro. Para os peritos desta organização, o objetivo é ambicioso: aumentar a taxa de sobrevivência para os 75% nos próximos 20 anos. Em 1970, apenas um quarto dos pacientes de cancro sobrevivia 10 anos à doença.

Se o cancro dos testículos é o que tem maior percentagem de cura (98%), os do pâncreas (1%) e pulmão (5%) continuam a ter uma esperança de cura muito baixa.

Vivemos mais tempo

Sim, a probabilidade de, em algum ponto da nossa vida, virmos a contrair um cancro continua a ser elevada. No caso do Reino Unido, ainda segundo números divulgados agora pela Cancer Research UK, o cancro deverá atingir, em média, metade da população. Mas a principal razão para isso acontecer é, justamente, o aumento da esperança de vida e o facto de cada vez mais pessoas chegarem a uma idade avançada.

Há menos cancros entre os jovens

Outra estatística, também da Cancer Research UK diz que, nos últimos 40 anos, as mortes por cancro nas crianças e jovens caíram cerca de 60 por cento. O maior avanço deu-se no tratamento da leucemia. O cancro continua, no entanto, a ser a principal causa de morte junto da população mais jovem, pelo menos no Reino Unido.

Podemos prevenir metade dos cancros

A agência da Organização Mundial de Saúde especializada no combate ao cancro emitiu um comunicado em que diz discordar com o estudo da Universidade Johns Hopkins, muito divulgado pelos media, segundo o qual a maioria dos cancros se deveria a fatores aleatórios ou, numa linguagem mais simples, à “falta de sorte”. A prevenção continua a ser a melhor arma.

As estratégias de combate ao cancro são baratas para os Estados

O maior investimento dos governos no combate ao cancro é um dos fatores a fazer com que todas as estatísticas tenham vindo a melhorar. Mas, segundo a Union for International Cancer Control, uma organização com base nos Estados Unidos, as estratégias mais importantes e vitais para a prevenção do cancro estão longe de arruinar os cofres dos Estados. Incluem a aplicação de impostos mais elevados sobre o tabaco, a vacinação sistemática contra a Hepatite B e o papilomavírus humano (HPV) e o rastreio assíduo dos cancros do cólon, útero e mama.

Segundo esta organização, um investimento anual de 16 mil milhões de euros pode fazer o número de cancros baixar em 30%, a nível global."

Esperança para o coração

Os medicamentos contra o cancro são, muitas vezes, agressivos para o coração e podem estar na base de doenças cardíacas, mas uma nova esperança surgiu: Alessandra Ghigo, investigadora na Universidade de Turim, está a desenvolver uma nova molécula que não só protege o coração como é eficaz na eliminação do tumor.

Todas estas são razões para acreditarmos na luta contra o cancro e não esquecermos que a prevenção é mesmo o melhor remédio. A investigação avança cada vez mais, mas o caminho a percorrer é ainda longo.