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Good Kill: Ethan Hawke e o dilema de matar à distância

Good Kill: Ethan Hawke e o dilema de matar à distância
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Ethan Hawke é um piloto de caças transformado em piloto de drones em Good Kill.

A tecnologia está a afetar a forma de fazer a guerra. Não só não vemos o inimigo, como nem sequer temos de ir ao país onde ele está.

Combate os talibãs por controlo remoto, durante o dia, e está em casa com a família à noite. Uma rotina que faz com que a personagem se coloque muitas questões.

“É um tema sobre o qual a maior parte de nós não sabe nada. Lemos nos jornais que houve um ataque de drones no Iémen, mas ninguém sabe o que isso significa. O interessante é que o filme toca em temas extremos. Vemos como a tecnologia está a afetar a forma de fazer a guerra. Não só não vemos o inimigo, como nem sequer temos de ir ao país onde ele está e conhecer pessoas que o conheceram. Antes, pelo menos era preciso fazer isso. Hoje, isso faz-se a partir de casa. O mesmo se aplica a muitas outras coisas na vida. Podemos alcançar qualquer coisa e saber o que quer que seja, mas ao mesmo tempo estamos desligados de tudo”, conta o ator.

“A minha personagem está a passar por uma crise espiritual. Não é motivada pelo que está certo ou errado, mas pelas saudades que sente do que fazia antes. Como se pilotar um F16 fosse o mesmo que ser um samurai, ou algo assim. Uma coisa do passado”.

O filme foi escrito e realizado por Andrew Niccol, que já tinha trabalhado com Hawke em Gattaca.

Good Kill chega este mês aos ecrãs de vários países europeus. Os portugueses vão ter de esperar. Para já, não há data de estreia prevista.