Loader
Encontra-nos
Publicidade

Rei Carlos apela aos líderes tecnológicos para manterem a IA sob controlo humano

Rei Carlos passeia com o presidente executivo da Nvidia, Jensen Huang, e Sir Demis Hassabis. 17 de setembro de 2026
Rei Carlos caminha ao lado do presidente executivo da Nvidia, Jensen Huang, e de Sir Demis Hassabis. 17 de setembro de 2026 -  Direitos de autor  Jonathan Brady/PA via AP, Pool
Direitos de autor Jonathan Brady/PA via AP, Pool
De Harry Bligh
Publicado a
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button

Reino Unido assume papel importante na segurança da IA, graças ao Instituto de Segurança de IA e à comunidade científica, mas o setor é dominado pelos Estados Unidos e pela China

Rei Carlos III do Reino Unido reuniu-se com altos responsáveis do setor da inteligência artificial, aos quais pediu que mantenham estas tecnologias sob controlo humano e garantam que servem as pessoas, as comunidades e o ambiente.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Representantes da OpenAI, Anthropic, Google DeepMind e Nvidia foram recebidos pelo rei em Dumfries House, na Escócia, para discutir como a IA pode beneficiar a sociedade, limitando ao mesmo tempo os seus riscos.

Juntou-se ao rei e aos líderes da IA, incluindo o diretor executivo do gigante Nvidia, Jensen Huang, o recém-nomeado ministro para a Inteligência Artificial do Reino Unido, Kanishka Narayan.

No discurso inicial, o rei salientou a rapidez com que a IA surgiu: “O desenvolvimento da IA, tanto na sua substância como na sua rapidez, é simultaneamente intrigante e profundamente preocupante.”

Os “perigos existenciais de estas tecnologias caírem em mãos erradas e serem usadas de formas potencialmente catastróficas” devem ser analisados com urgência, acrescentou.

Rei Carlos profere um discurso durante uma reunião com líderes do setor da inteligência artificial. Quinta-feira, 17 de setembro
Rei Carlos profere um discurso durante uma reunião com líderes do setor da inteligência artificial. Quinta-feira, 17 de setembro Jonathan Brady/PA via AP, Pool

No discurso, o rei Carlos não mencionou países nem empresas, mas disse querer que os presentes encontrem formas de usar a IA para fins benéficos, “com a segurança no centro”, e ponderem como “construir a cooperação e o consenso internacionais” para o conseguir.

Preocupações com o futuro da IA

O encontro na Escócia vem na sequência de vários incidentes de grande visibilidade relacionados com a segurança da tecnologia de IA.

Na semana passada, o investigador da Anthropic Jacob Coxon deu que falar ao demitir-se e publicar um sério alerta sobre os riscos potenciais da tecnologia. O diretor executivo da Anthropic, Dario Amodei, respondeu com um ensaio em que admite que o setor poderá ter de abrandar o ritmo do trabalho.

Na quarta-feira, a OpenAI, criadora do ChatGPT, comunicou seis incidentes de comportamento “inesperado ou preocupante” dos seus modelos. Entre eles contam-se a execução de tarefas sem autorização, a coordenação com outros modelos e a evasão à supervisão por investigadores humanos.

Já Jensen Huang, da Nvidia, criticou o apelo a um abrandamento. O diretor executivo da empresa defendeu que deve caber a cada companhia desenvolver a sua tecnologia de IA de forma segura e testá-la devidamente antes de lançar qualquer produto para o público.

“Quando um produto não é suficientemente seguro, devemos retê-lo e continuar a desenvolvê-lo. Sempre fizemos isso e devemos continuar a fazê-lo”, afirmou no discurso que se seguiu às declarações do rei.

Outras fontes • AP

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

China: IA é chave do poder global na corrida para militarizar inteligência artificial

Papa pede salvação da humanidade do "mal da guerra" na festa de Pentecostes

Jaguar rebatizada apresenta primeiro desportivo elétrico: Type 01EV