Important to keep lines of communication between the U.S. and #Russia open as we address pressing global issues.

— John Kerry (JohnKerry) 12 maio 2015 Antes, pela manh\u00e3, John Kerry foi recebido em Sochi pelo hom\u00f3logo russo, Serguei Lavrov, com o qual passou cerca de quatro horas, incluindo um almo\u00e7o descontra\u00eddo num dos melhores hot\u00e9is da conhecida est\u00e2ncia de f\u00e9rias russa, antes de ambos se juntarem a Vladimir Putin, na casa de ver\u00e3o do Presidente russo. Os dois respons\u00e1veis diplom\u00e1ticos de R\u00fassia e Estados Unidos tiveram ocasi\u00e3o para uma troca de prendas. Ainda com a lembran\u00e7a das batatas do Estado americano do Idaho que havia recebido de Kerry em janeiro do ano passado, Lavrov ofereceu desta feita ao hom\u00f3logo batatas de Krasnodar e tomates de Sochi, no que alguns meios de comunica\u00e7\u00e3o viram uma indireta pelas san\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas impostas \u00e0 R\u00fassia pelo ocidente (Estados Unidos, \u00e0 cabe\u00e7a). No \u201ctwitter\u201d oficial do Minist\u00e9rio dos Neg\u00f3cios Estrangeiros da R\u00fassia lia-se, por exemplo, \u201cos tomates de Sochi s\u00e3o os melhores amigos das batas do Idaho\u201d, numa s\u00e9rie de mensagens ilustradas do momento das ofertas de Lavrov a Kerry (ver em baixo). O secret\u00e1rio de Estado norte-americano retribuiu com uma lista mais s\u00e9ria de 10 frases retiradas da imprensa russa, as quais, de acordo com Kerry, \u201cn\u00e3o refletem o verdadeiro potencial da rela\u00e7\u00e3o russo-americana.\u201d Sochi Tomato is Idaho Potato's best friend / \u0414\u0430\u0440\u044b \u041a\u0440\u0430\u0441\u043d\u043e\u0434\u0430\u0440\u0441\u043a\u043e\u0433\u043e \u043a\u0440\u0430\u044f \u0435\u0434\u0443\u0442 \u0432 \u0410\u043c\u0435\u0440\u0438\u043a\u0443 pic.twitter.com/ifFddu6dOv\u2014 MFA Russia (mfa_russia) 12 maio 2015

.JohnKerry receives gifts from Sergei Lavrov during Sochi lunch. Photos: https://t.co/zpekVj2wHf#KerryInSochi pic.twitter.com/FPsUxfSpIx\u2014 FB Newswire (fbnewswire) 12 maio 2015

Kerry will also take home a T-shirt with symbols of Victory/ \u0410 \u0435\u0449\u0435 \u0414\u0436.\u041a\u0435\u0440\u0440\u0438 \u0443\u0432\u0435\u0437\u0435\u0442 \u0434\u043e\u043c\u043e\u0439 \u0444\u0443\u0442\u0431\u043e\u043b\u043a\u0443 \u0441 \u0441\u0438\u043c\u0432\u043e\u043b\u0438\u043a\u043e\u0439 \u041f\u043e\u0431\u0435\u0434\u044b pic.twitter.com/p3aXzUur2W

— MFA Russia (mfa_russia) 12 maio 2015 Logo ap\u00f3s a chegada a Sochi, a meio da manh\u00e3, Kerry foi conduzido por Lavrov at\u00e9 Zavokzalny, o memorial aos soldados russos que deram a vida pela vit\u00f3ria dos aliados h\u00e1 70 anos na II Guerra Mundial. Depois de os Estados unidos terem recusado participar nas exuberantes celebra\u00e7\u00f5es do Dia da Vit\u00f3ria em Moscovo, a 9 de maio, os dois respons\u00e1veis diplom\u00e1ticos depositaram em conjunto flores no memorial. Made a visit to #Zavokzalny War Memorial with FM #Lavrov to honor those who made the ultimate sacrifice during #WWII. pic.twitter.com/PR1c1W7j0V\u2014 John Kerry (JohnKerry) 12 maio 2015

\u0421.\u041b\u0430\u0432\u0440\u043e\u0432 \u0438 \u0414\u0436.\u041a\u0435\u0440\u0440\u0438 \u0432 \u0421\u043e\u0447\u0438 \u0432\u043e\u0437\u043b\u0430\u0433\u0430\u044e\u0442 \u0446\u0432\u0435\u0442\u044b/Lavrov & Kerry laid wreaths at memorial to fallen soldiers in Sochi pic.twitter.com/0zK5YnxGZw

— \u041c\u0418\u0414 \u0420\u043e\u0441\u0441\u0438\u0438 (MID_RF) 12 maio 2015 Relat\u00f3rio garante interven\u00e7\u00e3o militar russa na Ucr\u00e2nia? No mesmo dia da primeira visita \u00e0 R\u00fassia do secret\u00e1rio de Estado norte-americano desde o in\u00edcio do conflito separatista da Ucr\u00e2nia, foi apresentado em Moscovo, pelos opositores de Putin, um relat\u00f3rio que garante provar a interven\u00e7\u00e3o militar russa no leste ucraniano. O documento foi redigido ainda em parte por Boris Nemtsov, o conhecido rosto da oposi\u00e7\u00e3o a Putin assassinado a 27 de fevereiro de fevereiro, na capital russa, perto do Kremlin. A apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio aconteceu por Ilia Iachin, outro dos autores, o qual sublinhou as \u201cprovas exaustivas\u201d da interfer\u00eancia militar da R\u00fassia no conflito ucraniano. At least 220 Russian soldiers died in 2 battles in eastern Ukraine, report says: http://t.co/4BnQb7dLeD\u2014 The Associated Press (@AP) 12 maio 2015 O relat\u00f3rio prolonga-se por 64 p\u00e1ginas, intitula-se \u201cPutin. A Guerra\u201d e nele lesse que as tropas russas atravessaram pela primeira vez \u201cem massa\u201d a fronteira para a Ucr\u00e2nia em agosto do ano passado, durante a ofensiva dos separatistas pr\u00f3-russos em Ilovaisk e na frente sul de Donetsk. Pelo menos 150 soldados russos morreram nesses combates, tendo as fam\u00edlias recebido uma compensa\u00e7\u00e3o de dois milh\u00f5es de rublos (cerca de 35.000 euros) em troca da assinatura de um contrato de confidencialidade, avan\u00e7a o relat\u00f3rio, acrescentando que outros 70 soldados russos, incluindo 17 paraquedistas, ter\u00e3o morrido entre janeiro e fevereiro deste ano pr\u00f3ximo da cidade Debaltsevo. No documento, Nemtsov garante ter falado com representantes dos familiares desses soldados mortos. \u201cTodos os \u00eaxitos militares dos separatistas foram realizados por unidades do ex\u00e9rcito russo\u201d, afirmou Iachin. Presentation of the Nemtsov report 'Putin \u2013 War' starting in a few minutes. pic.twitter.com/If44Kof17d\u2014 Simon Kruse (@crusoes) 12 maio 2015 Outro dos coautores do relat\u00f3rio, o economista Serguei Alexashenko, estima que em apenas 10 meses a R\u00fassia investiu cerca de 53 mil milh\u00f5es de rublos (quase um milh\u00e3o de euros) no conflito ucraniano, gastando, por outro lado, cerca de 80 mil milh\u00f5es de rublos (1,4 mil milh\u00f5es de euros) com as centenas de milhares de ucranianos que acolheu devido ao conflito no pa\u00eds vizinho. Alexashenko calculou ainda um preju\u00edzo de 2,75 bili\u00f5es de rublos (48 mil milh\u00f5es de euros) na R\u00fassia, provocado pelas san\u00e7\u00f5es impostas pelo ocidente ap\u00f3s a anexa\u00e7\u00e3o da Crimeia em meados de mar\u00e7o do ano passado. Os autores do relat\u00f3rio explicaram que o conte\u00fado do relat\u00f3rio partiu de \u201cfontes abertas\u201d, \u201cfontes an\u00f3nimas em Moscovo\u201d e testemunhos de familiares de soldados. O Kremlin recusou comentar o relat\u00f3rio.", "dateCreated": "2015-05-12 18:55:05", "dateModified": "2015-05-12 18:55:05", "datePublished": "2015-05-12 18:55:05", "image": { "@type": "ImageObject", "url": "https://static.euronews.com/articles/305872/1440x810_305872.jpg", "width": "1440px", "height": "810px", "caption": "Reuni\u00e3o do secret\u00e1rio de Estado norte-americano com o l\u00edder do Kremlin coincide com lan\u00e7amento de relat\u00f3rio que garante a participa\u00e7\u00e3o de soldados russos no conflito ucraniano. Leia tudo aqui.", "thumbnail": "https://static.euronews.com/articles/305872/385x202_305872.jpg", "publisher": { "@type": "Organization", "name": "euronews", "url": "https://static.euronews.com/website/images/euronews-logo-main-blue-403x60.png" } }, "author": { "@type": "Person", "name": "Francisco Marques", "url": "marques-f", "sameAs": "https://twitter.com/frmarques4655" }, "publisher": { "@type": "Organization", "name": "Euronews", "legalName": "Euronews", "url": "https://pt.euronews.com/", "logo": { "@type": "ImageObject", "url": "https://static.euronews.com/website/images/euronews-logo-main-blue-403x60.png", "width": "403px", "height": "60px" }, "sameAs": [ "https://www.facebook.com/pt.euronews", "https://twitter.com/euronewspt", "https://flipboard.com/@euronewspt", "https://www.linkedin.com/company/euronews" ] } }, { "@type": "WebSite", "name": "Euronews.com", "url": "https://pt.euronews.com/", "potentialAction": { "@type": "SearchAction", "target": "https://pt.euronews.com/search?query={search_term_string}", "query-input": "required name=search_term_string" }, "sameAs": [ "https://www.facebook.com/pt.euronews", "https://twitter.com/euronewspt", "https://flipboard.com/@euronewspt", "https://www.linkedin.com/company/euronews" ] } ] }
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Rússia: Primeira visita de Kerry a Putin desde o início do conflito na Ucrânia

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De  Francisco Marques  com Lusa, Reuters
Rússia: Primeira visita de Kerry a Putin desde o início do conflito na Ucrânia

Vladimir Putin e o secretário de Estado norte-americano tiveram esta terça-feira, em Sochi, no sudoeste da Rússia, “discussões francas” sobre o programa nuclear do Irão, a guerra na Síria e o conflito separatista na Ucrânia. A revelação partiu do próprio John Kerry, através do Twitter, no decorrer da primeira visita à Rússia desde o início do conflito separatista no leste ucraniano.

O chefe da diplomacia americana sublinhou pela mesma rede social da internet ser “importante manter abertas linhas de comunicação” porque ambos os países estão a “tratar importantes temas de interesse global.”

Antes, pela manhã, John Kerry foi recebido em Sochi pelo homólogo russo, Serguei Lavrov, com o qual passou cerca de quatro horas, incluindo um almoço descontraído num dos melhores hotéis da conhecida estância de férias russa, antes de ambos se juntarem a Vladimir Putin, na casa de verão do Presidente russo.

Os dois responsáveis diplomáticos de Rússia e Estados Unidos tiveram ocasião para uma troca de prendas. Ainda com a lembrança das batatas do Estado americano do Idaho que havia recebido de Kerry em janeiro do ano passado, Lavrov ofereceu desta feita ao homólogo batatas de Krasnodar e tomates de Sochi, no que alguns meios de comunicação viram uma indireta pelas sanções económicas impostas à Rússia pelo ocidente (Estados Unidos, à cabeça).

No “twitter” oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia lia-se, por exemplo, “os tomates de Sochi são os melhores amigos das batas do Idaho”, numa série de mensagens ilustradas do momento das ofertas de Lavrov a Kerry (ver em baixo). O secretário de Estado norte-americano retribuiu com uma lista mais séria de 10 frases retiradas da imprensa russa, as quais, de acordo com Kerry, “não refletem o verdadeiro potencial da relação russo-americana.”


Logo após a chegada a Sochi, a meio da manhã, Kerry foi conduzido por Lavrov até Zavokzalny, o memorial aos soldados russos que deram a vida pela vitória dos aliados há 70 anos na II Guerra Mundial. Depois de os Estados unidos terem recusado participar nas exuberantes celebrações do Dia da Vitória em Moscovo, a 9 de maio, os dois responsáveis diplomáticos depositaram em conjunto flores no memorial.

Relatório garante intervenção militar russa na Ucrânia?


No mesmo dia da primeira visita à Rússia do secretário de Estado norte-americano desde o início do conflito separatista da Ucrânia, foi apresentado em Moscovo, pelos opositores de Putin, um relatório que garante provar a intervenção militar russa no leste ucraniano.

O documento foi redigido ainda em parte por Boris Nemtsov, o conhecido rosto da oposição a Putin assassinado a 27 de fevereiro de fevereiro, na capital russa, perto do Kremlin. A apresentação do relatório aconteceu por Ilia Iachin, outro dos autores, o qual sublinhou as “provas exaustivas” da interferência militar da Rússia no conflito ucraniano.


O relatório prolonga-se por 64 páginas, intitula-se “Putin. A Guerra” e nele lesse que as tropas russas atravessaram pela primeira vez “em massa” a fronteira para a Ucrânia em agosto do ano passado, durante a ofensiva dos separatistas pró-russos em Ilovaisk e na frente sul de Donetsk.

Pelo menos 150 soldados russos morreram nesses combates, tendo as famílias recebido uma compensação de dois milhões de rublos (cerca de 35.000 euros) em troca da assinatura de um contrato de confidencialidade, avança o relatório, acrescentando que outros 70 soldados russos, incluindo 17 paraquedistas, terão morrido entre janeiro e fevereiro deste ano próximo da cidade Debaltsevo. No documento, Nemtsov garante ter falado com representantes dos familiares desses soldados mortos. “Todos os êxitos militares dos separatistas foram realizados por unidades do exército russo”, afirmou Iachin.


Outro dos coautores do relatório, o economista Serguei Alexashenko, estima que em apenas 10 meses a Rússia investiu cerca de 53 mil milhões de rublos (quase um milhão de euros) no conflito ucraniano, gastando, por outro lado, cerca de 80 mil milhões de rublos (1,4 mil milhões de euros) com as centenas de milhares de ucranianos que acolheu devido ao conflito no país vizinho.

Alexashenko calculou ainda um prejuízo de 2,75 biliões de rublos (48 mil milhões de euros) na Rússia, provocado pelas sanções impostas pelo ocidente após a anexação da Crimeia em meados de março do ano passado. Os autores do relatório explicaram que o conteúdo do relatório partiu de “fontes abertas”, “fontes anónimas em Moscovo” e testemunhos de familiares de soldados.

O Kremlin recusou comentar o relatório.