Migração ilegal: Drama no sudoeste asiático debatido por Indonésia e Tailândia na Malásia

Migração ilegal: Drama no sudoeste asiático debatido por Indonésia e Tailândia na Malásia
De  Francisco Marques  com Reuters, EFE

Responsáveis diplomáticos da da Tailândia e da Indonésia foram recebidos esta quarta-feira na Malásia pelo homólogo local para uma reunião de

Responsáveis diplomáticos da da Tailândia e da Indonésia foram recebidos esta quarta-feira na Malásia pelo homólogo local para uma reunião de emergência sobre o drama da migração ilegal no sudoeste asiático. A Malásia e a Indonésia já fizeram saber, entretanto, que estão disponíveis para acolher os milhares de refugiados à deriva no golfo de Bengala, mas com uma condição.


O ministro dos Negócios Estrangeiros da Malásia, numa conferência de imprensa com a congénere indonésia, garantiu que será levantado o bloqueio marítimo aos barcos de migrantes ilegais. “A Indonésia e a Malásia acordaram continuar com a oferta de assistência humanitária aos cerca de 7000 imigrantes ilegais que estão no mar. Mas também acordámos oferecer refúgio temporal no bom entendimento de que o processo de repatriamento será realizado no prazo de um ano pela comunidade internacional”, afirmou Anifah Aman, ao lado de Retno Marsudi.

A Tailândia não subscreveu esta disponibilidade de acolher os migrantes. O representante tailandês presente na reunião, o general e ministro do Exterior Tanasak Patimapragorn nem sequer terá aceitado marcar presença na conferência de imprensa dos homólogos, mas a imprensa tailandesa está a avançar que esse afastamento se deveu a uma necessidade do responsável em comprovar primeiro se a lei do país permitia acolher imigrantes ilegais.


Quase três mil migrantes ilegais terão conseguido chegar nos últimos dias à Indonésia, Tailândia e Malásia. As Nações Unidas (ONU) estimam que cerca de 4000 pessoas permaneçam perdidas no mar. O diretor executivo do Instituto malaio de Estudos Estratégicos e Internacionais avisa que “há uma crise humanitária no alto mar”. “Não se trata de política. São vidas humanas que estão em risco. Por isso, os responsáveis vão ter de encontrar uma solução para conciliar tanto esta crise humanitária com o prestígio dos seus próprios países”, defendeu Steve Wong.

A maioria dos migrantes está em fuga da Birmânia (ou Myanmar) e do Bangladesh. Arriscam-se no mar pelo sonho de uma vida melhor. Nos últimos dias, um grupo de cerca de 370 migrantes foi resgatado após meses no mar e foi acolhido na Indonésia.

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