Última hora
This content is not available in your region

Ao ritmo da Bachata na República Dominicana

Ao ritmo da Bachata na República Dominicana
Tamanho do texto Aa Aa

Além das praias e do sol, a Bachata é um dos grandes símbolos da República Dominicana. Nascido nos anos 60, este estilo de dança e de música tem conquistado adeptos em todo o mundo.

Proibida pela ditatura durante muito tempo, a Bachata tornou-se num símbolo da República Dominicana. A câmara municipal de Boca Chica acaba de declarar o dia 30 de maio como dia oficial da Bachata.

A terceira edição do festival BachaTu decorreu no final de maio, na cidade de Boca Chica.

“Estou aqui porque adoro a Bachata, é uma dança sensual, uma forma linda de expressão e ligação ao outro. Aqui, posso aprender com os melhores do mundo e melhorar a minha prática”

Daniel e Désirée são bi-campeões mundiais de Bachata. A dupla espanhola viaja pelo mundo para transmitir a paixão pela dança.

“É algo especial participar neste evento aqui na República Dominicana, o país onde a Bachata nasceu. Este festival reúne imensa gente, há praia, festas, aulas de dança e imensos artistas. Trata-se de um evento incrível. É a nossa primeira participação mas não será a última”, garantiu a campeã espanhola.

A dupla “Ataca y La Alemana” é outra das grandes referências do mundo da Bachata.

Jorge Luis Burgos e Tanja Kensinger têm participado em festivais no mundo inteiro mas nutrem um carinho especial pelo evento da República Dominicana.

“A diferença entre o BachaTu e outros festivais na Europa tem a ver com o facto de este evento ser também musical. Não há apenas aulas de dia e espetáculos à noite. Temos concertos. A música é importante e permite perceber a origem da Bachata. A República Dominicana é o local ideal para organizar o festival. Tentamos criar uma experiência total, não se trata apenas de organizar aulas”, frisou Tanja Kensinger.

A Bachata tem conquistado adeptos na Europa, rivalizando com a salsa. Muitos europeus viajam até à República Dominicana para aperfeiçoar as técnicas de dança.

“A Europa adora a Bachata. As pessoas sentem que é algo muito romântico, tem a ver com amor e por isso eles gostam desta dança. Na Europa, a Bachata é muito importante. A próxima etapa vai ser gostar da música, aprender a história desta música e dos instrumentos, saber por que razão se utilizam certos ritmos. A próxima etapa será a da música. Vamos a isso”, exortou Ataca.

A palavra ‘Bachata’ significa “momento de festa”. Além do lado festivo, o festival BachaTu tem uma dimensão social.

“Para nós, é extremamente importante devolver à ilha da República Dominicana, o que ela nos dá, esta música maravilhosa. Por isso angariamos fundos para as organizações que ajudam as crianças. Nós queremos ajudar a criança de várias formas. Uma das organizações que ajudamos dá apoio médico e escolar. Outra opera na área da habitação e a terceira ensina música e instrumentos. Levamos em conta a mente, a alma e o corpo das crianças”, disse Rudy El Tiguere, um dos organizadores do festival.

Apesar da concorrência de outros estilos de dança, a Bachata conquistou um lugar ao sol entre profissionais e amadores. E, graças à dança, a República Dominicana tem conseguido atrair numerosos turistas.

“Proibida pela ditatura durante muito tempo, a Bachata tornou-se num símbolo da República Dominicana. A câmara municipal de Boca Chica acaba de declarar o dia 30 de maio como dia oficial da Bachata”, sublinhou Raphaële Tavernier, jornalista da euronews.