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Alemanha abre espaço a refugiados com a deportação de milhares migrantes ilegais

Alemanha abre espaço a refugiados com a deportação de milhares migrantes ilegais
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A Alemanha é o país da União Europeia que mais pedidos de asilo tem recebido na recente crise de refugiados que afeta a União Europeia (UE) — um total de 303.443 requerimentos entre janeiro e setembro deste ano. Os albaneses surgem no “top-3” dos migrantes requerentes de asilo na maior economia da Europa, com 45.125 pedidos, só batidos pelos sírios (73.615) e À frente dos kosovares (34.723) e dos sérvios (22.958).

Só nos primeiros 6 meses deste ano, de acordo com o Ministério do Interior, mais de 4900 tinham pedido asilo no país. Em agosto, foram mais 8306 e em setembro 6741, num total de 43.071requerimentos de asilo efetuados no Serviço Federal Alemão de Migração e Refugiados — a maioria (16.838) oriundos da Síria.

Apenas 8690 pessoas receberam o estatuto legal de refugiado, de acordo com a Convenção de Genebra. Os albaneses não respeitam os critérios do estatuto de refugiados, por isso estão a ver rejeitados os pedidos de asilo e a ser expulsos da Alemanha.

Alguns destes deportados reclamam do tratamento recebido. “Fomos para a Alemanha para trabalhar e não para mendigar dinheiro e benefícios sociais. Fomos colocados num campo de refugiados. Não foi correto nem nem foi justa a forma como nos informaram se os nossos pedidos eram aceites ou rejeitados. Apenas nos expulsaram do campo e colocaram-nos num avião”, afirmou, já em Tirana, um albanês deportado da Alemanha.

A crise na Grécia, para onde muitos albaneses tinham emigrado para trabalhar, e a ideia de que a Alemanha é um dos Estados-membros da UE mais recetivos à imigração atraiu os albaneses. Mas o elevado fluxo de refugiados, se por um lado favoreceu a entrada no país, por outro saturou o país e impôs um controlo mais apertado contra os clandestinos, de forma a dar as melhores condições possíveis aos, de facto, refugiados. Todos os dias, há imigrantes ilegais a ser expulsos da Alemanha.

A Albânia é um dos países mais pobres da Europa. Muitos dos cidadãos partem, por isso, à procura de uma vida melhor no estrangeiro, como nos explicou Saimir Tahiri, o ministro do Interior albanês: “Por um lado, a crise grega empurrou alguns cidadãos para outros países europeus. Por outro, criou-se a ilusão de que se pode sair daqui e encontrar soluções fáceis, soluções económicas, noutros países.”

Muitos dos albaneses obrigados a voltar a casa, voltam revoltados. Sem trabalho, transformam-se noutro problema, como nos contou Ermal Milori, responsável pela migração na polícia fronteiriça: “Encontrámos muitos casos de retornados da Europa e que vieram comtere crimes na Albânia.”

A Albânia é apenas um dos vários países de origem dos mais de 600.000 clandestinos que já entraram este ano na União Europeia.
Com o acolhimento a ser exclusivo para os refugiados, os “28” estão a apertar cada vez mais o controlo face aos migrantes ilegais.

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