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Tunísia repõe estado de emergência

Tunísia repõe estado de emergência
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De Patricia Cardoso com AFP, Reuters, Lusa
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“Após consultas com o primeiro-ministro e com o presidente do parlamento, proclamo, nos termos da lei, o estado de emergência por trinta dias”

“Após consultas com o primeiro-ministro e com o presidente do parlamento, proclamo, nos termos da lei, o estado de emergência por trinta dias”, anunciou Beji Caid Essebsi, presidente da Tunísia.

Para lá do estado de emergência, foi declarado o recolher obrigatório entre as 21h e as 5h. O presidente tunisino repõe as medidas de segurança que tinha suspendido há apenas um mês.

Desta vez, o alvo do ataque foi a guarda presidencial.

Um dia após os atentados de Paris, Essebsi esteve na capital francesa. A Tunísia colocou-se ao lado da França, retribuindo o apoio que recebeu em março, após o atentado ao museu Bardo.

Vários terroristas armados e com explosivos dispararam contra os turistas que visitavam o museu. O ataque, que fez 22 mortos, foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico.

O mesmo grupo reivindicou outro atentado três meses depois. A 26 de junho, um homem armado com uma kalashnikov e granadas atacou um hotel perto de Sousse. Matou 38 pessoas, a maioria turistas, que se encontravam na praia. Foi o pior atentado na história recente da Tunísia.

O autor foi um jovem tunisino de 23 anos que tinha passado pelos campos de treino na Líbia e tinha estado em contacto com os atacantes do museu Bardo.

A Tunísia é o único país árabe que registou, de certa forma, uma transição democrática após a “Primavera árabe”, em 2011. O processo político foi galardoado com o Prémio Nobel da Paz, este ano, mas é fragilizado pelo caos na vizinha Líbia.

Milhares de jovens tunisinos aderiram à ““jihad” na Líbia”:http://www.publico.pt/mundo/noticia/a-libia-proximo-santuario-do-estado-islamico-1714834?page=-1, na Síria e no Iraque. O país é um dos principais fornecedores de combatentes para as fileiras do grupo Estado Islâmico e da al-Qaida.

Segundo um grupo de trabalho da ONU, cerca de 5500 tunisinos partiram para combater no estrangeiro. A juventude, que participou na revolução, está desiludida com a situação económica e foge da pobreza.

Vítima também do regresso dos “jihadistas”, a Tunísia iniciou a construção de um muro na fronteira com a Líbia e, regularmente, há notícias de detenções de alegados extremistas islâmicos.

Os ataques visaram, sobretudo, o setor do turismo, uma das principais fontes de receitas do país, mas o governo reconhece que há uma evolução. O alvo de terça-feira foi um símbolo do Estado e foi o primeiro ataque na capital.

Face à ameaça, as autoridades pedem aos cidadãos o máximo de colaboração na luta antiterrorista.

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