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Petróleo quebra mínimos históricos

Petróleo quebra mínimos históricos
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O índice Brent do Mar Norte quebrou esta terça-feira a barreira dos 40 dólares por barril. O crude transaccionado em Londres atingia mínimos vistos pela última vez em fevereiro de 2009.

Após o recuo de 5% registado na segunda-feira, o preço do barril de crude voltou a cair esta terça-feira confirmando a tendência iniciada na semana passada após o encontro dos ministros da OPEP no qual não houve acordo quanto a uma redução nas quotas de produção.

Desde a semana passada que o preço do crude recuou cerca de 8% nos mercados internacionais.

“A OPEP já não controla o preço do petróleo, nem sequer é responsável por metade da produção petrolífera. E apesar de ter tentado chegar a acordo para reduções nas quotas antes do encontro em Viena, isso acabou por não dar em nada. De momento, é este o cenário mais provável até obtermos uma redução na produção e capacidade”, afirma Jeremy Batstone-Carr, Director de pesquisa para clientes privados na corretora Charles Stanley.

No índice WTI, transacionado em Nova Iorque, o preço do crude recuou ainda mais atingindo os 37 dólares por barril. Sendo assim, o que é que isto significa para os consumidores?

“Se a queda no preço do crude se refletir nos preços praticados nas bombas de gasolina, quem sai a ganhar são os consumidores e o setor comercial que assim vê os seus rendimentos reforçados, algo que é importante nesta altura do ano. No entanto, isto nem sempre acontece”, diz Jeremy Batstone-Carr.

Olhando para o futuro, os investidores acreditam que a volatilidade do mercado está para ficar. A maioria dos investidores acredita que ainda existe espaço para mais quedas que poderão levar o petróleo até aos 35 dólares por barril. A recuperação dos preços poderá apenas ocorrer na segunda metade de 2016.

De momento, a produção diária de petróleo ultrapassa o limite pré-definido de 30 milhões de barris por dia.

O próximo encontro da OPEP está previsto para junho de 2016.