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"Fukushima, mon amour": o sofrimento dos japoneses afetados pela catástrofe nuclear

"Fukushima, mon amour": o sofrimento dos japoneses afetados pela catástrofe nuclear
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“Fukushima, mon amour” retrata o sofrimento dos japoneses afetados pela catástrofe nuclear. A longa-metragem da realizadora Doris Dörrie recebeu o prémio da associação alemã dos cinemas de arte na última Berlinale.

Quis descobrir o que se sente quando tudo à nossa volta é radioativo, quando não sabemos como nos comportar e quando sentimos que perdemos tudo o que tínhamos.

A personagem principal, Marie, viaja para Fukushima depois da catástrofe, para ajudar os refugiados idosos. Durante a viagem, Marie conhece Satomi, a última “geisha” de Fukushima. A amizade que se estabelece vai trazer o passado de ambas à tona.

A euronews conversou com a realizadora alemã em Berlim.

“Quis descobrir o que se sente quando tudo à nossa volta é radioativo, quando não sabemos como nos comportar e quando sentimos que perdemos tudo o que tínhamos. Para mim, esta experiência na primeira pessoa, era muito importante. De outra forma, era impossível contar a história”, contou a realizadora.

Doris Dörrie considera que há pontos comuns entre o desastre nuclear no Japão e a questão dos refugiados na Europa.

“O meu filme é sobre pessoas que perderam tudo durante a catástrofe de Fukushima. Os refugiados a caminho da Europa também perderam tudo. Falta-nos perceber o que significa ter na bagagem todos estes fantasmas”, sublinhou a realizadora alemã. E acrescentou: “Quando falamos em ‘fantasmas’ falamos de todas as pessoas que perdemos, de que sentimos falta. e das memórias, dos cheiros, das imagens de casa. Tudo o que perdemos da nossa vida. Precisamos de aprender a imaginar tudo isso para podermos perceber e saber o que sentem estas pessoas”.

O papel principal do filme é incarnado por Rosalie Thomas. Aos 28 anos, a atriz de Munique é uma das estrelas emergentes do cinema alemão e já ganhou vários prémios.

“Doris Dörrie deixa-nos completamente livres no que toca à interpretação. Imagino que alguns dos meus colegas não gostem desse método. Eu gosto muito. Concordámos sobre os aspetos essenciais da personagem e ela deixou-me muito espaço para que eu pudesse literalmente dançar. Há muitos elementos de documentário neste filme e era preciso improvisar. Por isso, não havia outra forma se não dar liberdade aos atores. Foi ótimo”, contou a atriz alemã.

“Fukushima, mon Amour” acaba de estrear na Alemanha.