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Oscares 2026: recordes prestes a cair na 98.ª edição dos prémios da Academia

Óscares 2026: recordes prestes (e prováveis) a cair na 98.ª edição
Óscares 2026: recordes prestes a cair na 98.ª edição dos prémios da Academia Direitos de autor  Warner Bros. - Memento Distribution / MUBI - Universal Pictures
Direitos de autor Warner Bros. - Memento Distribution / MUBI - Universal Pictures
De David Mouriquand
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Faltam poucos dias para o fecho da temporada de prémios: a Euronews Cultura antecipa os recordes que podem tornar os Óscares de 2026 inesquecíveis

A 98.ª edição dos Óscares está à porta e há uma forte probabilidade de vários recordes serem batidos este ano.

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Em jogo estão vários momentos que podem ficar para a história, dos recordes de estatuetas às conquistas individuais dos intérpretes.

À medida que se aproxima a derradeira noite da época de prémios, a Euronews Culture antecipa alguns dos possíveis feitos que podem marcar os Óscares de 2026.

Cai o recorde absoluto?

One Battle After Another vs Sinners
One Battle After Another vs Sinners Warner Bros

A corrida aos Óscares deste ano resume-se a One Battle After Another e Sinners. O primeiro soma 13 nomeações, enquanto o segundo já bateu o recorde da Academia para o maior número de nomeações alguma vez conseguido por um filme, com 16 nomeações.

A grande dúvida agora é saber se algum dos dois vai bater o recorde absoluto de 11 vitórias, alcançado por três filmes: Ben-Hur, em 1959; Titanic, em 1997; e The Lord of the Rings: The Return of the King, em 2003.

Quão provável é? Tendo em conta que One Battle After Another tem 13 nomeações em 12 categorias, já que Sean Penn e Benicio del Toro estão ambos nomeados para Melhor Ator Secundário, tudo fica nas mãos de Sinners. É possível, mas ainda assim improvável.

Primeira vitória para um realizador negro?

Ryan Coogler
Ryan Coogler AP Photo

Ryan Coogler é o sétimo realizador negro nomeado na categoria de Melhor Realização, depois de John Singleton (Boyz n the Hood) em 1992, Lee Daniels (Precious) em 2010, Steve McQueen (12 Years a Slave) em 2014, Barry Jenkins (Moonlight) em 2017, Jordan Peele (Get Out) em 2018 e Spike Lee (BlacKkKlansman) em 2019. Nenhum deles ganhou e Coogler pode conseguir onde os outros falharam.

Quão provável é? É possível, mas tudo aponta para que Paul Thomas Anderson conquiste o seu primeiro, e há muito aguardado, Óscar de Melhor Realização.

Segundo Óscar para uma realizadora?

Chloé Zhao
Chloé Zhao AP Photo

Chloé Zhao, nomeada para Melhor Realização por Hamnet, é a única realizadora na corrida este ano. Se vencer, tornar-se-á a primeira mulher a conquistar duas vezes o Óscar de Melhor Realização.

Para referência, apenas três mulheres ganharam até hoje o Óscar de Melhor Realização: Kathryn Bigelow por The Hurt Locker em 2010, Zhao por Nomadland em 2021 e Jane Campion por The Power of the Dog em 2022.

Quão provável é? Pouco provável. Tudo indica que a disputa deste ano se resume a Anderson e Coogler, e a vantagem parece ser de Anderson.

Vários recordes de representação prestes a cair?

Stellan Skarsgård - Timothée Chalamet - Jessie Buckley - Michael B. Jordan
Stellan Skarsgård - Timothée Chalamet - Jessie Buckley - Michael B. Jordan AP Photo

Nas categorias de interpretação, perfilam-se este ano vários possíveis marcos.

Jessie Buckley, nomeada por Hamnet, pode tornar-se a primeira atriz irlandesa a vencer na categoria de Melhor Atriz. Brenda Fricker ganhou o Óscar de Melhor Atriz Secundária por My Left Foot e é, até agora, a única irlandesa com um Óscar de interpretação.

Emma Stone, nomeada por Bugonia, pode tornar-se apenas a terceira atriz na história a vencer três vezes o Óscar de Melhor Atriz, juntando-se a Katharine Hepburn e Frances McDormand. Já foi galardoada por La La Land e por Poor Things.

Renate Reinsve, nomeada por Sentimental Value, pode tornar-se a primeira atriz norueguesa a vencer na categoria de Melhor Atriz.

Michael B. Jordan, nomeado por Sinners, pode tornar-se o primeiro ator a ganhar o Óscar de Melhor Ator interpretando personagens gémeas.

Se Timothée Chalamet vencer pela interpretação em Marty Supreme, tornar-se-á o segundo mais jovem de sempre a conquistar o Óscar de Melhor Ator. O mais jovem continua a ser Adrien Brody, premiado por The Pianist em 2003, quando tinha 29 anos. Chalamet fez 30 em Dezembro.

Wagner Moura, nomeado por The Secret Agent, pode tornar-se o primeiro brasileiro a vencer em qualquer categoria de interpretação. Além disso, seria o primeiro vencedor do Óscar de Melhor Ator por um filme não falado em inglês desde 1997, quando Roberto Benigni venceu por Life Is Beautiful.

Nas categorias secundárias, Wunmi Mosaku, nomeada por Sinners, pode tornar-se a primeira atriz nigeriana – e a primeira nigeriana em qualquer categoria – a ganhar um Óscar da Academia.

Sean Penn, nomeado por One Battle After Another, pode tornar-se o quarto ator a vencer três Óscares de interpretação, juntando-se a Daniel Day-Lewis, Jack Nicholson e Walter Brennan. Penn ganhou anteriormente o Óscar de Melhor Ator por Milk e Mystic River.

Já Stellan Skarsgård, nomeado por Sentimental Value, pode vir a ser o primeiro ator sueco e o primeiro ator nórdico a conquistar um Óscar de interpretação.

E depois há a veterana Amy Madigan, nomeada por Weapons, que pode estabelecer o recorde do maior intervalo entre a primeira nomeação e a primeira vitória: 40 anos desde a nomeação, em 1986, por Twice in a Lifetime.

Quão provável é? Respire fundo... Jessie Buckley deverá fazer história, o que significa que Emma Stone não o conseguirá; Michael B. Jordan deverá vencer Melhor Ator, pelo que Wagner Moura e Timothée Chalamet não alcançarão os respetivos marcos; Teyana Taylor (One Battle After Another) e Amy Madigan são favoritas na categoria de Melhor Atriz Secundária, pelo que dificilmente será a vez de Wunmi Mosaku; Sean Penn deverá juntar-se ao clube dos três Óscares, o que afastará Stellan Skarsgård da história; e Madigan parece bem encaminhada para fixar o seu recorde.

Primeira mulher a vencer Melhor Fotografia?

Autumn Durald Arkapaw
Autumn Durald Arkapaw AP Photo

Há uma categoria dos Óscares que nunca foi ganha por uma mulher: Melhor Fotografia.

Apenas três mulheres tinham sido até agora nomeadas nesta categoria: Rachel Morrison por Mudbound, em 2017; Ari Wegner por The Power of the Dog, em 2021; e Mandy Walker por Elvis, em 2022.

Este ano, Autumn Durald Arkapaw tornou-se apenas a quarta mulher – e a primeira mulher não branca – a receber uma nomeação para Fotografia, pelo trabalho em Sinners.

Quão provável é? Há uma forte possibilidade de Autumn Durald Arkapaw entrar para a história neste domínio tradicionalmente masculino, como primeira mulher, e primeira mulher não branca, a vencer o Óscar de Melhor Fotografia.

Primeira produtora negra galardoada?

Ryan and Zinzi Coogler
Ryan and Zinzi Coogler AP Photo

Se Sinners vencer o principal prémio no domingo, Zinzi Coogler, mulher de Ryan Coogler, tornar-se-á a primeira mulher negra a ganhar como produtora.

Oprah Winfrey (Selma) e Kimberly Steward (Manchester by the Sea) foram ambas nomeadas, mas não venceram.

Quão provável é? Tudo indica que a disputa ficará entre Sinners e One Battle After Another... As probabilidades não são nada más.

História para o cinema em língua não inglesa?

Equipa de Sentimental Value: Andrea Berentsen Ottmar, Joachim Trier, Maria Ekerhovd e Renate Reinsve
Equipa de Sentimental Value: Andrea Berentsen Ottmar, Joachim Trier, Maria Ekerhovd e Renate Reinsve AP Photo

Joachim Trier arrecadou impressionantes nove nomeações por Sentimental Value e o filme pode tornar-se a produção internacional mais premiada de sempre nos Óscares.

Em número de nomeações, o recorde continua a pertencer a Roma, de Alfonso Cuarón, selecionado para 10 categorias, ainda que tenha vencido apenas três – incluindo Melhor Realização. Quanto a vitórias, o recorde é de Parasite, de Bong Joon-ho, que arrecadou quatro Óscares, incluindo o de Melhor Filme, o primeiro filme em língua não inglesa a consegui-lo.

E antes que alguém apareça a dizer “Na verdade, The Artist é um filme estrangeiro, é uma produção francesa e ganhou cinco Óscares em 2012, incluindo Melhor Filme”, há um detalhe: o filme não se qualificava, nem era elegível para Melhor Filme Internacional (então designado Melhor Filme Estrangeiro), porque as poucas palavras que tem são faladas em inglês.

As regras não são nossas. Voltemos aos possíveis recordes deste ano...

Sentimental Value parte como favorito a Melhor Filme Internacional e poderá dar à Noruega a primeira vitória nesta categoria. E, já agora, só um filme norueguês ganhou até hoje um Óscar: o documentário Kon-Tiki, de Thor Heyerdahl, em 1951.

Poderá bater o recorde de Parasite?

Quão provável é? É pouco provável que Sentimental Value siga as pisadas de Parasite e conquiste em simultâneo os Óscares de Melhor Filme Internacional e de Melhor Filme. Enfrenta uma concorrência forte em todas as categorias em que está nomeado, pelo que dificilmente baterá recordes.

Os Óscares realizam-se no domingo, 15 de Março (madrugada de segunda-feira, 16 de Março, para o público europeu). Siga a Euronews Culture para mais notícias sobre os Óscares até à cerimónia, incluindo as nossas previsões para os vencedores deste ano.

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