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Brexit: Washington vê em Londres parceiro essencial, mas dará prioridade à União Europeia

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Brexit: Washington vê em Londres parceiro essencial, mas dará prioridade à União Europeia

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Para Washington, um Reino Unido fora da União Europeia deixa de estar na primeira linha das negociações comerciais, apesar de que a Casa Branca tenha garantido que a relação de proximidade entre os dois países continua inalterada.

O presidente dos Estados Unidos tinha alertado o Reino Unido para a necessidade de permanecer na União Europeia como Estado membro durante uma visita a Londres no passado mês de abril.

Obama disse, na altura, que toda e qualquer possibilidade de acordo comercial entre os dois países ficaria seriamente comprometida se os britânicos abandonassem a UE, já que Washington daria sempre prioridade aos acordos com instituições em relação a acordos com países que representem apenas os seus interesses.

Uma posição que a Casa Branca confirmou na sexta-feira, depois de conhecidos os resultados oficiais do referendo levado a cabo pelo Reino Unido acerca do seu estatuto como Estado membro da União Europeia, conhecido como Brexit. Mais de 52% dos eleitores votaram a favor do abandono da UE, deixando o país dividido e a Europa em estado de choque.

“Obviamente, o presidente mantém a sua posição e eu não tenho nada a acrescentar sobre esse assunto,” disse Eric Schultz, porta-voz da Casa Branca, aos jornalistas.

De resto, os Estados Unidos procuraram, depois de conhecidos os resultados do referendo, manter uma posição de equilíbrio, salientando que tanto a União Europeia como o Reino Unido são parceiros comerciais fundamentais para o país.

Uma posição que compromete seriamente a posição do Reino Unido nas negociações da polémica Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento ou TTIP, que começou a ser negociada em Julho de 2013 e que, por incluir os Estados Unidos e a União Europeia, que representam cerca de 60% da riqueza produzida, afetaria a economia à escala global. A 12ª ronda de negociações do TTIP arrancou em Bruxelas, a 22 de fevereiro de 2016.