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"Estado da União": diplomacia pré-Brexit em alta velocidade

"Estado da União": diplomacia pré-Brexit em alta velocidade
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Quando é que a Grã-Bretanha vai deixar oficialmente a União Europeia e que direção tomará o bloco com apenas 27? Dois meses depois da vitória do “sim” no referendo sobre o Brexit, essas questões ainda estão em aberto. Serão o ponto central de uma cimeira extraordinária, a16 de setembro, em Bratislava, capital das Eslováquia, mas sem a presença britânica.

No programa Estado da União, que passa em revista a atualidade europeia da semana , recordamos como, em antecipação desse encontro, várias partes promovem a sua visão para o pós-Brexit.

O primeiro-ministro italiano Matteo Renzi é o autor da nossa frase da semana: “Muitos pensaram que após Brexit, a Europa estava condenada, mas não é o caso”, disse, após uma mini-cimeira com Angela Merkel e François Hollande.

A reunião teve lugar na ilha de Ventotene, onde os três líderes prestaram homenagem a Altiero Spinelli, um os fundadores do projeto europeu, emprisionado pelo regime fascista e de quem revelamos o perfil.

Esta mini-cimeira foi o primeiro passo para uma maratona diplomática para tentar relançar a máquina europeia, gripada pelo Brexit, pela crise da migração e pelos surtos populistas.

A chanceler alemã tem redobrado esforços para convencer os homólogos a seguirem as suas posições: esta semana levou a cabo uma digressão por seis cidades, reunindo com 15 chefes de executivo e um príncipe britânico.

Os países do Sul da Europa não ficam de fora: os líderes da Grécia, Espanha, Malta, Chipre, França e Itália vão reunir-se, em Atenas, a 9 de setembro.

Mas para Matteo Renzi a diplomacia passou para segundo plano, por causa do sismo a nordeste de Roma, com um pesado balanço de vítimas.

Tendo já sido atingida em 2009, porque é que esta região da Itália é tão sujeita a sismos? De acordo com o sismólogo Thierry Camelbeeck, tal deve-se às características geológicas da cadeia dos Apeninos.

No que a desastres diz respeito, os alemães são aconselhados a armazenarem água e comida para sobreviverem, pelo menos, 10 dias. A recomendação do Governo foi feita no âmbito de um plano de defesa civil para melhor responder a ataques e foi também alvo de piadas na Internet.

Passemos às notas da semana: alta para o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, que conseguiu a proeza de fazer da sua candidatura às presidenciais de 2017, de que se suspeitava há meses, um momento chave na semana política em França. É candidato e fez sabê-lo através do livro “A França para a vida.”

Do outro lado temos o líder trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, que tropeçou no próprio pé. O político disse que quase se teve de sentar no chão de um comboio lotado, postando a mensagem: “Não há comboios suficientes e são muito caros”.

Mas a empresa ferroviária Virgin veio contradizer esta versão, divulgando imagens do circuito interno de televisão que mostravam Corbyn e a sua equipa a passarem ao lado de lugares vagos.

Agenda da próxima semana:

-segunda-feira, 29 de agosto: regresso ao trabalho para os eurodeputados, que preparam mais uma sessão parlamentar, e
eleição do Presidente da Estónia, por sufrágio universal indireto

-sexta-feira, 2 de setembro: reunião dos chefes da diplomacia da União Europeia, em Bratislava, até dia 3