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Turquia mata 25 terroristas no norte da Síria e é atacada no sudeste do país

Turquia mata 25 terroristas no norte da Síria e é atacada no sudeste do país
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De  Francisco Marques com Anadolu, Rudaw
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Ao quinto dia da ofensiva "Escudo de Eufrates", as forças turcas parecem começar a focar-se mais nas milícias curdas do que nos "jihadistas" do grupo Estado Islâmico e o PKK pode ter contra-atacado.

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A aliança militar entre a Turquia e o Exército Livre Sírio, a combater grupos terroristas na zona de Jarablus, conquistou este fim de semana às milícias curdas duas cidades no norte da Síria: al-Amarna e Ayn al-Bayda.

Ao quinto dia da ofensiva “Escudo de Eufrates” e após sofrerem a primeira morte de um soldado, as forças turcas começam a focar a sua operação mais nas milícias curdas do que no “Daesh”. De acordo com os meios de comunicação turcos, 25 alegados terroristas curdos terão sido neutralizados.

Os supostos terroristas teriam ligação ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), o grupo independentista curdo definido pela Turquia, os Estados Unidos e a União Europeia, e que tem vindo a espalhar o terror em Istambul, Ancara e pelo sudeste do país.

#BREAKING: Tens of civilians massacred in Turkish air strike, artillery fire on Bir Al-Kusa village, 13km south of #Jarablus. #Turkey#Syria

— Rojava Defense Units (@DefenseUnits) 28 de agosto de 2016

(ALERTA: Dezenas de civis massacrados em ataque éreo turco e fogo de artilharia contra a cidade de Bir-al-Kusa, 13km a sul de Jarablus.)

Com receio de uma eventual afirmação curda na região, a Turquia exige em especial às YPG — as milícias curdas que têm vindo a combater no norte da Síria, com apoio dos Estados Unidos, o grupo terrorista autoproclamado Estado Islâmico/ “Daesh” — para se retirem para leste do Rio Eufrates. Mas o braço armado do Partido de União Democrática (PYD) do Curdistão sírio mantém-se junto a Manbij, 40 quilómetros a sul de Jarablus, a 42 da fronteira turca e ainda a ocidente do Eufrates.

Atentados na Turquia

O sudeste da Turquia, região de predominância curda, voltou, este domingo, a ser palco de ataques, em especial contra forças de segurança turcas. Um “rocket” atingiu algumas instalações de um aeroporto na província de Diyarbakir, sem causar vítimas. Na província de Hakkari, um confronto entre forças militares e rebeldes resultou em dois soldados turcos feridos e nove supostos terroristas “neutralizados”, adiantam os meios de comunicação turcos. Na de Sirnak, por fim, uma bomba feriu cinco soldados. Os meios de comunicação turcos estão a responsabilizar o PKK por estes três ataques embora nenhuma reivindicação tenha surgido.

Rocket hits airport in Diyarbakir after Turkey suffers first combat casualty in #Syriahttps://t.co/8a5Su9DmOspic.twitter.com/yXG5Khw0w0

— Rudaw English (@RudawEnglish) 28 de agosto de 2016

(“Rocket” atingiu aeroporto de Diyarbakir depois de a Turquia sofrer a primeira baixa nos combates na Síria.)

A agência curda de notícias Rudaw replica uma citação da Reuters de fontes militares turcas alegando que o ataque ao aeroporto de Diyarbakir, província a cerca de 90 quilómetros da fronteira, teria partido do norte da Síria, de um território controlado pelas YPG.

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