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Colin Kaepernick, um novo protesto para um velho problema

Colin Kaepernick, um novo protesto para um velho problema
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Colin Kaepernick é o homem do momento na NFL. O jogador até perdeu a titularidade nos San Francisco 49ers esta temporada mas o seu protesto contra a segregação racial nos Estados Unidos colocou-o no centro das atenções. Kaepernick recusa-se a levantar durante o hino nacional e as críticas não param. O antigo jogador Trent Dilfer, por exemplo, sugeriu que a função de um suplente era ficar na sombra.

O quarterback dos 49ers não teve papas na língua na resposta: “Penso que é um dos comentários mais ridículos que já ouvi. Dizerem-me que como sou suplente tenho é de estar calado faz parte do problema. Estão-me a dizer que isso é mais importante que as vidas das pessoas. Gostava que ele tivesse uma conversa com as famílias das pessoas que foram assassinadas para ver se continuava a pensar da mesma forma. Aposto que mudava, ele nunca teve foi contacto com este tipo de opressão.”

O protesto não é inédito. Já há 48 anos, Tommie Smith e John Carlos tinham chamado a atenção para o problema nos Jogos Olímpicos do México e tal como agora, as reações foram mistas. Para já, as ações de protesto têm-se alastrado a outros desportistas norte-americanos.

Carlos, medalha de bronze em 1968, está naturalmente solidário com o protesto: “Não atirámos bombas a ninguém, o Colin não atirou bombas a ninguém e os jogadores que se juntaram ao protesto não atiraram bombas a ninguém. O que estão a dizer é que há qualquer coisa que não funciona e que já é altura de resolver o problema. Não amanhã, não no ano que vem. É preciso começar agora, o problema está a crescer.”

O mundo parece estar atento e a camisola de Kaepernick é atualmente a mais vendida na NFL. Um pormenor que não esconde o essencial, nos últimos 48 anos os progressos feitos para resolver a questão foram mínimos.