Itália celebra Dia da Fertilidade

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De  Nara Madeira
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Itália celebra, esta quinta-feira, o Dia da Fertilidade.

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Itália celebra, esta quinta-feira, o Dia da Fertilidade. Uma iniciativa anunciada pela ministra da Saúde, no início do mês, e que não se livrou de polémica. O objetivo de Beatrice Lorenzin é esclarecer os jovens italianos em relação à questão da fertilidade até porque a taxa de natalidade, no país, está abaixo da média europeia. Para a responsável pela pasta da Saúde esta situação deve-se a desinformação. Uma explicação que não agrada a todos. Muitos acreditam que os motivos que levam os italianos a terem poucos, ou nenhuns, filhos são outros.

Em Portugal, em 2015, a taxa de natalidade aumentou, pela primeira vez, em cinco anos. França está no topo da lista o que, para algumas pessoas se explica pela situação sócio-económica do país, muito diferente da italiana, e pela política do Estado sobre a matéria:

“Itália não ajuda os jovens casais e não investe o suficiente na política da família. Os dados, sobre os gastos sociais, em particular no que diz respeito aos menores e às famílias, dizem que Itália não investe sequer 4% do seu PIB. Itália tem serviços sociais inadequados, principalmente, para as crianças. E, por último, Itália não investiu o suficiente em políticas que reconciliem o trabalho e a vida familiar”, adianta Franca Maino, responsável pelo Laboratorio Percorsi di Secondo Welfare, da Universidade de Milão.

É, de facto, a política de proteção da família – que ainda existe em França, ainda que nos últimos anos, algumas coisas tenham mudado – que promove a natalidade, que faz a diferença entre os gauleses e os italianos. Algumas iniciativas existem também em Portugal:

“França implementou uma série de medidas, que estão já em prática, a licença de paternidade é um dos exemplos mais bem-sucedido, outro é o CESU, um voucher universal que permite às famílias pagarem alguns serviços a preço reduzido”, adianta Franca Maino.

A questão do emprego é também relevante. Na Europa, e mesmo em Itália, são as mulheres que trabalham, e que, portanto, passam menos tempo em casa, que têm mais filhos. Segundo dados da OCDE, em França representa 83,8% das mulheres, com idades entre os 24 e os 54 anos:

“Se compararmos os dados podemos ver que as famílias com duas pessoas que trabalham, e porque sentem mais segurança, planeiam ter uma família com mais do que uma criança”, refere Franca Maino.

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