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Guerra à poluição do ar: Como a União Europeia está a lutar pelo ambiente

Guerra à poluição do ar: Como a União Europeia está a lutar pelo ambiente
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De Francisco Marques
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União Europeia reviu em baixa a diretiva e limitações de emissões poluentes dos Estados-membros, mas a portuguesa Quercus critica a falta de ambição eurpeia.

Portugal, França, Reino Unido, Espanha ou Bósnia e Herzegovina. Todos estes países e não só estão a ser ameaçados pelo mesmo perigo: a poluição atmosférica.

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A Organização Mundial de Saúde coloca a poluição como uma das maiores ameaças ao bem-estar e a uma vida saudável.

Só em Portugal, em 2013, de acordo com a Agência Europeia do Ambiente, a poluição do ar ficou ligada a mais de 6600 mortes prematuras. Perto de 90 por cento da população urbana europeia está exposta a altas concentrações de poluentes.

National Emission Ceilings Directive just adopted in #EPplenary by Europarl_EN</a>. Now it&#39;s up to Nat. Govts to take action on <a href="https://twitter.com/hashtag/AirPollution?src=hash">#AirPollution</a> <a href="https://t.co/cvrsU0HWuf">pic.twitter.com/cvrsU0HWuf</a></p>&mdash; EEB (Green_Europe) 23 de novembro de 2016

“Este pico de poluição deve-se, por um lado, ao aumento das emissões provocadas pelas temperaturas mais baixas. Por causa delas, estamos a usar mais aquecimento. Mas há também outras fontes de poluição como o trânsito e a produção industrial. Estes fatores provocam o acumular de poluição”, explica Lionel Guiseppin, meteorologista na AirPArif.

Para combater estes perigos mortais, a União Europeia reviu a diretiva relativa à redução progressiva dos limites máximos impostos aos Estados-membro relativos às emissões poluentes com o alvo em 2030. A Quercus, em Portugal, critica a falta de ambição da proposta europeia de limitações.

Cabe a cada Estado-membros a aplicação das medidas de urgência para limitar os efeitos nocivos da poluição e cumprir a diretiva. A Quercus pede ao governo português para trabalhar em prol de melhores resultados do que aqueles que são exigidos por Bruxelas.

Ministro do #Ambiente: Câmaras terão dez milhões para veículos elétricos https://t.co/FxiAf5IRTQ

— Ambiente PT (@ambiente_pt) 21 de dezembro de 2016

Há já muitas cidades europeias a implementar medidas para reduzir a poluição do ar. Em França, por exemplo, há localidades a impor a redução de velocidade no trânsito ou a alternar a permissão de circulação consoante a matrícula do veículo seja de número par ou ímpar. Mas há um senão.

“Parece-me bem, estas medidas, mas ao mesmo tempo não é fácil porque, com os transportes gratuitos em alguns dias, a maioria das pessoas está a deixar o carro na garagem e os comboios agora andam lotados. Não há muito espaço nos transportes”, lamenta Laurice Harrow, deixando no ar a ideia de que estas medidas de limitação dos carros particulares têm de ser acompanhadas, por exemplo, com o reforço dos transportes públicos amigos do ambiente.

Uma outra solução encontrada em algumas cidades, como Lisboa, foi a proibição de circulação nos centros urbanos dos veículos mais poluentes. As infrações podem sair caro.

Na Alemanha, as multas podem ir aos 40 euros e à retirada de um ponto na carta de condução. Na Suécia, a multa pode passar dos 100 euros. Em Londres, as contraordenações são ainda mais elevadas e podem chegar às 1000 libras (1200 euros) para os veículos pesados.

#MuitoBemCML
(e já não é sem tempo: a selva não podia continuar) https://t.co/U99sWBbDhv

— Rui Martins (@movv) 24 de dezembro de 2016

Lisboa tem ainda outra solução em discussão: obrigar os veículos turísticos a operar na capital a serem elétricos — uma medida com os já populares “tuk tuks” em perspetiva.

Na Alta Saboia, em França, um grupo de alunos de uma escola primária reagiu à proibição de brincar no recreio devido à poluição com um vídeo de alerta (em baixo). Esta região, o Vale do Arve, é a mais poluída de França e a principal causa desta poluição são as lareiras.

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