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França leva a julgamento vice-presidente da Guiné Equatorial por "ganhos ilícitos"

França leva a julgamento vice-presidente da Guiné Equatorial por "ganhos ilícitos"
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De Miguel Roque Dias com AFP, Lusa, EFE
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A justiça francesa começou, esta segunda-feira, a julgar o vice-presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Nguema Mangue, por abuso de bens sociais, desvio de dinheiros públicos, abuso de confiança e…

A justiça francesa começou, esta segunda-feira, a julgar o vice-presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Nguema Mangue, por abuso de bens sociais, desvio de dinheiros públicos, abuso de confiança e corrupção.

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O julgamento de “Teodorín”, como é conhecido o filho do presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo é o primeiro julgamento francês sobre “ganhos ilícitos”.

O réu não compareceu à audiência. Na quarta-feira, o tribunal de Paris deverá pronunciar-se sobre o pedido da defesa para o adiamento do julgamento. Os advogados de “Teodorín“alegam que os prazos das audiências são “demasiado curtos” e não respeitam a lei, tendo em conta que o seu cliente declarou morada em Malabo, a capital da Guiné Equatorial.

Teodorin Obiang, the playboy son of Equatorial Guinea's leader, goes on trial in France https://t.co/mHkEx952GZ

— AFP news agency (@AFP) January 2, 2017

O inquérito teve como base uma queixa das associações Sherpa e Transparency International.

O vice-presidente é acusado de ter adquirido, em França, bens imobiliários, carros de luxo e obras de arte com dinheiros, alegadamente desviados dos cofres públicos da Guiné Equatorial.

“Teodorín” nega todas acusações.

Segundo os juízes de instrução, entre 2004 e 2011, cerca de 110 milhões de euros provenientes do Tesouro Público da Guiné Equatorial deram entrada na conta pessoal de “Teodorín”.

O julgamento está a provocar tensão entre os dois países. O embaixador de Malabo em Paris, Miguel Oyono Ndong Mifumu, avisou que o processo é “um julgamento político” e que constitui “um dano irreparável” nas relações bilaterais entre França e a Guiné Equatorial.

Com: AFP, Lusa; EFE

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