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Presidente da Catalunha quer declarar "interdependência" com Espanha

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Presidente da Catalunha quer declarar "interdependência" com Espanha

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Uma semana depois dos separatistas catalães terem lançado uma nova campanha pela independência da região espanhola, o presidente da Catalunha visitou Bruxelas, para alguns contactos com eurodeputados. Carles Puigdemont quer fazer um referendo em setembro, que é considerado ilegal pelo governo central de Espanha.

Mas o líder daquela que é uma das regiões mais ricas de Espanha, disse, em entrevista a euronews, que existe margem para negociar uma solução, desde que haja maior abertura por parte das autoridades de Madrid.

Carles Puigdemont/presidente da Catalunha (CP/presidente da Catalunha): Não é um dos meus objetivos, nesta visita a Bruxelas, ser recebido pelos representantes da União Europeia. O tempo virá em que pedirei uma reunião e espero, tal como aconteceu com outros líderes das regiões europeias, ser recebido pelas mais altas autoridades e falar livre e abertamente sobre a Catalunha.

Sergio Cantone/euronews (SC/euronews): Não acha que a palavra referendo, uma palavra divisionista, atualmente, na Europa, pode assustar outros países e, claro, as instituições europeias?

CP/presidente da Catalunha: É preciso notar que a primeira vez que a palavra referendo ficou associada a algo que não é positivo para os governos foi quando a cidadania se expressou de forma contrária aos interesses dos Estados.

SC/euronews: Concordaria em encontrar uma nova forma, dentro de um quadro constitucional espanhol reformado, que permitisse a coabitação da Catalunha com o resto de Espanha?

CP/presidente da Catalunha: Quando mudámos o estatuto de autonomia da Catalunha, fizémo-lo no âmbito do quadro constitucional, com o compromisso de permanecer parte de Espanha e de ter um relacionamento melhor do que aquele que temos hoje. Mas sempre que fazemos propostas, a resposta da Espanha é sempre a mesma: não. A Espanha disse sempre que não, mas se agora dissesse que quer conversar, nós responderíamos que estamos dispostos a ouvir. Não quero fazer uma declaração de independência, quero fazer uma declaração de interdependência, porque temos de aceitar que, no século XXI, as relações entre os Estados devem basear-se na cooperação.