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Erdogan: "Hoje, a Europa é a fascista e cruel Europa dos tempos da II Guerra"

Erdogan: "Hoje, a Europa é a fascista e cruel Europa dos tempos da II Guerra"
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De reuters, efe, publico, lusa, afp
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Para Erdogan, já não é só a Alemanha e a Holanda, é toda a Europa que é "fascista e cruel" porque não quer ver um novo sultão na Turquia.

Acabaram os comícios na Alemanha com a presença de membros do governo turco favoráveis ao reforço dos poderes do presidente no referendo no próximo mês, na Turquia. O anúncio foi feito, esta terça-feira, pela organização que promove, na Europa, os interesses do partido no poder na Turquia.

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Ancara evita assim que membros do governo islamo-conservador sejam impedidos de entrar na Alemanha depois de vários responsáveis turcos, a começar pelo presidente, terem acusado as autoridades alemãs de “práticas nazis”, ao proibirem a realização de alguns destes comícios.

Recep Tayyip Erdogan sabe que tem a Europa refém, por causa dos migrantes e refugiados que acolhe, e permite-se todos os excessos de linguagem. Esta terça-feira afirmou que, “hoje, a Europa é a fascista e cruel Europa dos tempos da Segunda Guerra Mundial. A Europa de hoje é a Europa dos tempos medievais, que vê os turcos e o Islão como inimigos”, afirmou o chefe de Estado turco.

Os receios de uma vaga populista durante o delicado ciclo eleitoral em curso – que começou na Holanda, passa por França e Itália, e terminará na Alemanha, em setembro – deixam a Europa um pouco de mãos atadas para reagir às provocações de Ancara.

Na troca de palavras possível, o vice-presidente da Comissão Europeia, Franz Timmermans, limitou-se a afirmar que “existe uma solidariedade europeia” e que “os comentários do presidente Erdogan em relação aos alemães e aos holandeses não são aceitáveis. Não queremos ser comparados com os nazis”, concluiu.

Cerca de 1,4 milhões dos mais de 3 milhões de turcos que vivem na Alemanha podem votar no referendo de abril na Turquia. A “Comissão de Veneza, órgão consultivo do Conselho da Europa considera que o reforço dos poderes do presidente turco irá provocar “um grave declínio na ordem democrática” na Turquia”::https://www.publico.pt/2017/03/06/mundo/noticia/erdogan-furioso-por-nao-o-deixarem-fazer-campanha-pelo-sim-na-ue-1764233.

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