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Coreia do Norte: O fardo da dinastia Kim

Coreia do Norte: O fardo da dinastia Kim
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Ainda que ditadura e comunista, o regime norte-coreano é comparável a uma família real. A dinastia Kim dirige a Coreia do Norte desde 1948. Três gerações de poder, o mesmo culto de personalidade, do secretismo e da hostilidade.

O último dos descendentes Kim Jong -Un – dirige o país desde 2011. O seu pai, Kim Jong-il governou entre 1994 e 2011; Também ele herdou o poder do seu pai, Kim Il-Sung e avô de Kim Jong Un.

Kim Il-Sung lutou ao lado do exército soviético durante a segunda guerra mundial. No final da guerra regressou ao país e tornou-se primeiro-ministro da Coreia do Norte. Em 1972 foi eleito presidente e deu início à dinastia Kim.

Tendo falhado a tentativa de reunificação das coreias, o líder estreita as relações políticas e económicas com Moscovo. As décadas de 60 e 70 foram de prosperidade no país, mas a democracia foi perdendo peso à medida de Kim Il-Sung ia desenvolvendo o culto da personalidade. No início dos anos 90, a atitude do déspota de Pyongyang assim como as atividades de enriquecimento de urânio no país começaram a criar mau estar na comunidade internacional.

Quando Kim Il-Sung morreu em 1994, o poder foi herdado pelo filho mais velho, Kim Jong-Il. Um poder ainda mais autoritário. O pai era conhecido como o “Líder Querido”; Il-Sung preferiu autodenominar-se o “Grande Líder”.

O “Grande Líder” conduziu a Coreia do Norte à fome e a um desrespeito sem precedentes dos Direitos Humanos. A partir de meados dos anos 90 o governo norte-coreano passou a figurar entre os mais represssivos do mundo.
Sob a divisa, “os militares primeiro”, Kim Jong-Il reforçou os poderes do exército e retirou, em 2003, o país do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.

Três anos antes da sua morte, em 2008, começaram a surgir rumores sobre o seu estado de saúde. O desparecimento do segundo Kim seria anunciado em dezembro de 2011.
Mas a sucessão estava garantida. Kim Jong-Un estava anunciado aos norte-coreanos desde o início dos anos 2000.
A sucessão e a política interna de terror e de agressividade externa. Sob a batuta de Kim Jong-Un, a Coreia do Norte fechou-se ainda mais ao exterior.
As provocações bélicas sucedem-se e, de acordo com diversos medias, o terceiro Kim terá ordenado já o assassínio de pelo menos sete pessoas da família ou do seu círculo próximo, entre as quais um tio; o seu meio-irmão, Kim Jong-Nam e o seu ministro da Defesa.