Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Refugiados: Hungria zangada e Eslováquia resignada com decisão do tribunal

Refugiados: Hungria zangada e Eslováquia resignada com decisão do tribunal
Direitos de autor 
De Isabel Marques da Silva com LUSA
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button
Copiar/colar o link embed do vídeo: Copy to clipboard Link copiado!

A Comissão Europeia não vai fazer uma arma do facto do Tribunal de Justiça da União Europeia ter rejeitado, quarta-feira, os recursos interpostos pela Eslováquia e pela Hungria contra as quotas de acolhimento de refugiados.

A Comissão Europeia não vai fazer uma arma do facto do Tribunal de Justiça da União Europeia ter rejeitado, quarta-feira, os recursos interpostos pela Eslováquia e pela Hungria contra as quotas de acolhimento de refugiados.

#ECJ dismisses Slovakia’s and Hungary’s challenge to Council’s migrant relocation decision https://t.co/mgbSrzXMp1

— EU Court of Justice (@EUCourtPress) September 6, 2017

Num comunicado de imprensa, o executivo comunitário afirmou que a solidariedade funciona.

“Para nós, Comissão Europeia, este julgamento não constitui uma vitória. Consideramos que é mais uma ferramenta nas nossas mãos para abrir novas formas de debate com os nossos parceiros da região. E acreditamos que, no final, deveremos encontrar uma posição em comum”, disse, à euronews, Dimitros Avramopoulos, comissário europeu para a Migração.

A decisão não é passível de recurso, mas os dois países reagiram de forma distinta à decisão sobre este esquema, instituído em 2015.

“O tribunal tomou a decisão, pelo que aceitamos e respeitamos essa decisão. Vamos analisá-la minuciosamente, mas obviamente que terá de ser aceite pelo governo”, disse o chefe da diplomacia da Eslováquia, Miroslav Lajčák.

Já a Hungria qualificou a decisão de “indignante”, “irresponsável” e “uma ameaça à segurança da Europa”, prometendo voltar à carga.

“Se a Comissão Europeia tentar impor o sistema de recolocação por quotas e instalar imigrantes ilegais na Hungria, vamos lutar contra essas decisões no futuro. Posso dizer que a verdadeira batalha apenas começa após esta decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Péter Szijjártó.

Em dois anos, o esquema abrangeu apenas 28 mil das 160 mil pessoas previstas, que estavam originalmente na Grécia e na Itália, sendo que deverá terminar no final de setembro.

O veredicto foi, entretanto, saudado pela organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional, que voltou a criticar os governos da Hungria e da Eslováquia por tentarem tornar os seus países “livres de refugiados”.

#ECJ ruling shows no country can shirk responsibilities to #refugees, inc this Eritrean family awaiting #relocation https://t.co/NPTSm9mEGW pic.twitter.com/Gq8Qa4Eakp

— Amnesty EU (@AmnestyEU) September 6, 2017

“A Hungria e a Eslováquia tentaram escapar ao sistema de solidariedade da União Europeia, mas todos os países têm um papel a desempenhar na proteção das pessoas que fogem da violência e da perseguição”, disse a responsável da organização para a Europa, Iverna McGowan.

McGowan apelou aos países europeus que “demonstrem solidariedade uns com os outros e com os refugiados que procuram proteção na Europa”.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Receitas da Rússia provenientes das exportações militares ultrapassam os 15 mil milhões de dólares

Autarca da Gronelândia deixa aviso após comediante alemão tentar içar bandeira dos EUA

Grupo Euronews apresenta resultados financeiros recorde após reforma que durou três anos