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"Diada" da Catalunha foi demonstração de força dos independentistas

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Centenas de milhares de pessoas manifestaram em Barcelona o seu apoio à causa da independência da Catalunha e o direito à realização de um referendo de autodeterminação, proibido pelas instituições espanholas.

Os manifestantes gritaram palavras de ordem a favor da independência desta Comunidade Autónoma espanhola e pediram o voto a favor do sim no referendo, que Barcelona quer realizar no próximo dia um de outubro.

A “Diada” da Catalunha

Assinalando-se a “Diada, como é conhecido o dia que assinala a conquista de Barcelona pelo rei de Espanha Filipe V em 1714 depois de um cerco de 14 meses, tem sido utilizada nos últimos anos para defender a causa da independência.



A festa deste ano serviu para mostrar nas ruas a força dos movimentos separatistas que pretendem realizar um referendo sobre a independência da Catalunha, proibido pelas instituições espanholas.
*Um referendo que os catalães preferem dentro de um quadro legal*
Uma maioria de catalães apoia a realização de um referendo, mas uma sondagem indica que mais de metade da população apoia que a consulta seja organizada dentro do quadro legal e não apenas por uma das partes, com a oposição do Governo central.




Os independentistas defendem que cabe apenas aos catalães a decisão sobre a permanência da região autónoma em Espanha, enquanto Madrid se apoia na Constituição e diz que a decisão tem de ser tomada pela totalidade dos espanhóis.

Um inquérito publicado em julho último pelo Centro de Estudos de Opinião do governo catalão revelava que os partidários da independência desta região espanhola desceram para 41,1% e os que são contrários à autonomia subiram para 49,4%.

Tribunal Constitucional suspende referendo

O Tribunal Constitucional espanhol suspendeu todas as leis aprovadas pelo Parlamento e pelo Governo da Catalunha para dar cobertura legal ao referendo.

O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, afirmou que “qualquer ação contra a Constituição de um Estado-membro é uma ação contra o quadro institucional da União Europeia”.

Os partidos separatistas têm uma maioria de deputados no parlamento regional da Catalunha desde setembro de 2015, o que lhes deu a força necessária, em 2016, para declararem que iriam organizar este ano um referendo sobre a independência, mesmo sem o acordo de Madrid.

Com Lusa