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Deputados catalães assinaram declaração de independência

Deputados catalães assinaram declaração de independência
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A declaração da independência da Catalunha foi assinada pelos deputados independentistas do parlamento catalão no final do discurso do presidente do governo, Carles Puigdemont.

Um ato fortemente simbólico. A independência foi suspensa para dar espaço ao diálogo, mas a determinação catalã mantém-se.

“Acabámos de assinar a declaração de independência da Catalunha. A declaração da República da catalunha, portanto somos independentes e estamos a dar-lhes ainda a oportunidade aos espanhois de falarmos de como vamos fazê-lo”, diz o deputado independente, Eduardo Reys.

“Este equlíbrio de palavras que realizou, a nós não nos dá nenhuma segurança e muito menos nos deixa satisfeitos e creio que legitima o governo de Espanha para voltar à normalidade na Catalunha, o mais rápido possível”, defende o deputado do Partido Popular (PP), Xavier García Albiol.

A totalidade do discurso de Puigdemont deixou um sabor amargo e desconcertou milhares de pessoas que esperavam outro desfecho, sobretudo depois de o presidente do governo ter pronunciado estas palavras:

“Chegámos a um momento histórico e, como presidente da Generalitat, é minha responsabilidade apresentar os resultados do referendo diante de todos vós e dos nossos concidadãos. Por mandato do povo, a Catalunha tornou-se num estado independente na forma de república”.

Madrid ainda revelou o passo que dará a seguir. O primeiro comentário veio da vice-presidente do governo, Soray Saenz de Santamaria:

“Depois de ter chegado tão longe e ter embarcado a Catalunha no maior nível de tensão da sua história, o presidente Puigdemont hoje mergulhou a sua comunidade autónoma no maior nível de incerteza”.

Após uma jornada de muita tensão aqui no parlamento da Catalunha, o discurso de Puigdemont planeia uma independência por fases, seguindo o modelo esloveno. Falta saber a reação do governo espanhol, que se reúne esta quarta-feira, num conselho de ministros extraordinário, conclui a enviada da euronews, Cristina Giner.