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Obama volta à política e junta-se a Bush nas críticas a Trump

Obama volta à política e junta-se a Bush nas críticas a Trump
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Barack Obama está de regresso à política e com críticas implícitas dirigidas ao sucessor Donald Trump. O democrata não está sozinho. Também o republicano George W. Bussh, o antecessor na Casa Branca de Barack Obama e Donald Trump, aponta o dedo ao atual comandante supremo dos Estados Unidos.

Conhecido como o presidente do 11 de setembro e da guerra no Iraque, Bush, de 71 anos, defende que agora “a intolerância até parece ser instigada” por quem dirige o país.

“Os nossos políticos parecem mais vulneráveis a teorias de conspiração e a manipulações. Temos visto o nosso discurso ser degradado por alguma crueldade. Por vezes, parece que as forças que nos separam são mais fortes do que aquelas que nos unem. A argumentação torna-se facilmente em atritos”, afirmou o antecessor de Obama e Trump num discurso em Nova Iorque de defesa dos imigrantes e do comércio

Quanto a Obama, de volta a um ato político depois de ter deixado a Casa Branca em janeiro, participou quinta-feira em dois comícios democratas na antecâmara das eleições estaduais de Nova Jérsia e da Virginia. O democrata, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos e uma das personalidades políticas mais respeitadas do país, também não deixou de criticar implicitamente Donald Trump.

“Em vez de refletirem os nossos valores, agora temos políticos a infetar as nossas comunidades. Em vez de tentarem trabalhar juntos e concretizarem objetivos de forma prática, temos pessoas a tentar deliberadamente revoltar outras para demonizar quem tem ideias diferentes”, acusou.

O ressurgimento político de Obama acontece no âmbito da campanha democrática para as eleições estatais de Nova Jérsia e da Virginia, marcadas para sete novembro, um ano após o triunfo de Trump sobre Hillary Clinton e vistas como um primeiro barómetro do impacto do novo presidente no eleitorado norte-americano.