Sérvia: Entre a Rússia e a Nato

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Belgrado caminha num estreito equilíbrio geopolítico em direção à integração europeia

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Lado a lado, paraquedistas norte-americanos e sérvios lançaram-se nos céus dos arredores de Belgrado em exercícios militares sugeridos pela Sérvia e que terão servido para cimentar o relacionamento da nação balcânica com a NATO. Os treinos terão estado sob o olhar atento da Rússia, que sempre viu com desconfiança a crescente influencia da Aliança Atlântica nos antigos países da União Soviética e dentro da sua tradicional esfera.

Go Airborne! 60 U.S. & 60 Serbian paratroopers jumped for exercise #DoubleEagle2017 in Serbia ??to enhance partnership & security. US_EUCOM</a> <a href="https://t.co/hqPQ8TENEK">pic.twitter.com/hqPQ8TENEK</a></p>— USAFE-AFAFRICA (HQUSAFEPA) November 17, 2017

Mas a neutralidade militar é importante. “A Sérvia está formalmente no caminho da União Europeia, mas a Sérvia também preserva formalmente a posição de neutralidade militar”, explicou o Presidente Aleksandar Vučić, numa visita ao local onde decorreram os exercicios militares.

Belgrado caminha num estreito equilíbrio geopolítico em direção à integração europeia, reforço da cooperação militar com os norte-americanos sem prejudicar os interesses da Rússia.

O repórter da Euronews Sergio Cantone explicou que “18 anos depois da guerra do Kosovo, o objetivo estratégico da sérvia parece estar a mudar, mesmo que o presidente Sérvio afirme ainda não ser o momento.”

A NATO e a Servia têm estado a reforçar a cooperação desde que o país aderiu o programa de parceria para a paz em 2006.

O Embaixador norte-americano para a Sérvia Kyle Scott considera a sérvia um país valioso. “Penso que a Sérvia é um país muito influente para a estabilidade da região, joga uma papel crítico e pode ser uma âncora de estabilidade na região. Por isso temos que continuar a trabalhar com a sérvia e ultrapassar as dificuldades do passado”, referiu.

Em 1999, a Aliança Atlântica bombardeou a Sérvia. Belgrado ainda não reconheceu o Kosovo, mas o Ocidente quer que sejam reforçadas as relações com Pristina.

“Do lado de Pristina, eles vão certamente cumprir, implementar, alguma coisa que assinaram há 4 anos e meio em Bruxelas, em abril de 2013.”

Abril de 2013, um acordo para o normalizar das relações que ainda precisam de um grande impulso.

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