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O Brexit e a cidade: Que impacto na City de Londres?

O Brexit e a cidade: Que impacto na City de Londres?
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Vai o Brexit cortar as asas à City de Londres? Os serviços financeiros representam cerca de 12% da produção económica da Grã-Bretanha e constituem um setor que paga mais impostos que todos os outros. 17 meses desde o referendo em que os britânicos decidiram romper com a União Europeia até 2019, os últimos sinais dizem-nos que a situação é difícil, mas não é dramática. Em vez da debandada geral que alguns temiam, o bairro financeiro de Londres mostra apenas um abrandamento.

Os preços de locais comerciais caíram mais desde junho de 2016 que em qualquer outra altura desde a crise de 2009. Mas, nos primeiros nove meses deste ano, houve uma subida no arrendamento de imóveis 17% acima da média.

O tráfego nos transportes é outro indicador. Nas estações de Bank e Monument, na City, esteve a descer pela primeira vez desde a crise. Já em Canary Wharf, a outra zona financeira de Londres, o tráfego aumenta.

Dos vários aeroportos Londrinos, Heathrow é o mais movimentado, mas o City Airport é o mais próximo do centro financeiro e muito usado por executivos. O tráfego neste aeroporto pode mostrar o maior ou menor interesse das empresas estrangeiras pela City. O número de passageiros não parou de crescer desde 2012, mas agora cresce ao ritmo mais lento dos últimos cinco anos.

Espera-se que pelo menos 10 mil empregos no setor financeiro mudem para outros países, ao longo dos próximos anos, se for negado à Grã-Bretanha o acesso ao mercado único. E é só a primeira vaga. Os empregos disponíveis no setor estão ao nível mais baixo em cinco anos, 10% abaixo dos da mesma altura do ano passado.

No entanto, há setores que se mantêm de pedra e cal, sem sofrer os efeitos do Brexit. O da hotelaria, por exemplo, está a florescer. Nos primeiros oito meses deste ano, o número de pedidos de licenças para servir bebidas alcoólicas atingiu um valor recorde. No entanto, os empregadores desta área dizem que é cada vez mais difícil encontrar pessoal e o número de candidaturas vindas do estrangeiro baixou muito.

Conclusão: Os efeitos do Brexit, a curto prazo, parecem menos nefastos que o que chegou a ser temido, mas Londres pode vir a sofrer bastante a médio e longo prazo.

Com Robert Hackwill e agência Reuters