Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

Papa contra o "caminho da vingança" no Myanmar

Papa contra o "caminho da vingança" no Myanmar
Tamanho do texto Aa Aa

O Papa Francisco prossegue a visita ao Myanmar com novos apelos à reconciliação e integração das etnias do país.

No terceiro dia da viagem, o sumo pontífice celebrou a primeira e única missa pública da agenda oficial, em Rangoon, para falar de paz e solidariedade frente a cerca de 150 mil pessoas.

Um apelo que continua a encerrar, nas entrelinhas, a questão da minoria muçulmana Rohingya, sem ferir suscetibilidades no país budista onde os católicos representam apenas 1% da população.

"Eu sei que muitos no Myanmar carregam as feridas da violência, feridas visíveis e invisíveis. A tentação de responder a estas feridas com uma sabedoria mundana é profundamente errada. Pensamos que a cura pode passar pela raiva e pela vingança. Mas o caminho da vingança não é o caminho de Jesus", declarou o santo padre.

Uma mensagem que o Papa deverá transmitir igualmente aos responsáveis do Conselho Supremo Budista e aos Bispos de Myanmar até ao final do dia.

Ontem, o líder da igreja católica tinha-se reunido com os responsáveis políticos birmaneses, entre os quais a líder do governo Aung San Suu Kyi, a quem tinha apelado ao respeito dos direitos humanos e das etnias do país.

A visita do Papa, agendada antes da crise dos Rohingya, ocorre num momento em que os líderes birmaneses parecem ceder à pressão internacional, após as denúncias da ONU de uma "limpeza étnica".

O Myanmar tinha selado há dias um acordo com o Bangladesh para repatriar os mais de 600 mil refugiados Rohingya que escaparam para o país vizinho desde o início da vaga de violência em Agosto.