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Senado americano aprova reforma controversa de Donald Trump

Mitch McConnel, líder da maioria republicana no Senado americano
Mitch McConnel, líder da maioria republicana no Senado americano Direitos de autor REUTERS/James Lawler Duggan
Direitos de autor REUTERS/James Lawler Duggan
De  Francisco Marques
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Senado americano confirma votação da câmara baixa e passa à tangente as alterações fiscais desejadas pelo presidente para reduzir os impostos das empresas e beneficiar os mais ricos, mas um republicano votou contra.

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O Senado do Estados Unidos da América aprovou a reforma fiscal desejada pelo Presidente Donald Trump. A proposta visa, por exemplo, reduzir de 35 para 20 por cento os impostos das empresas e acabar com a taxa na transferência de heranças.

O projeto-lei tinha quase 500 páginas e algumas chegaram ao Senado ainda manuscritas, o que levantou muitas críticas pela forma apressada como o partido Republicano pareceu querer garantir esta primeira vitória interna da Administração Trump ainda antes do fim de 2017.

A proposta recebeu o aval de 51 senadores, todos republicanos, e teve 49 votos contra. Um dos opositores à reforma fiscal de Trump foi, curiosamente, um republicano, o senador Bob Corker.

Republicanos garantem que a reforma "vai fazer a América competitiva outra vez"

Pré-candidato presidencial pelos democratas nas eleições do ano passado, o senador do Vermont, Bernie Sanders, acusou os republicanos de "proporcionaram um corte nos impostos para as pessoas mais ricas e para o grande corporativismo [americano], ao mesmo tempo que agravam o défice em 1,4 biliões de dólares (1,2 biliões de euros)."

"A segunda parte do plano republicano -- provavelmente daqui a alguns meses -- será o corte massivo na Segurança Social, no seguro de saúde público e na assistência médica aos mais desfavorecidos para poderem pagar esta redução de impostos para os ricos", alertou ainda Bernie Sanders.

"As famílias trabalhadoras já estão nas lonas e este golpe republicano é outro murro no estômago"

Os líderes republicanos no Senado terão agora de conciliar o texto aprovado esta sexta-feira à noite com a versão ratificada antes pelos colegas da câmara baixa antes de Tump poder promulgar o controverso documento. O presidente espera poder assinar o documento antes do Natal, revelou numa publicação no Twitter.

"Estaos a um passo de um massivo corte de impostos para as famílias trabalhadoras da América", partilhouTrump
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