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Oposição no Peru exige demissão do Presidente Kuczynski

Pedro Pablo Kuzynski foi implicado na investigação "Lava Jato"
Pedro Pablo Kuzynski foi implicado na investigação "Lava Jato" Direitos de autor REUTERS/ Peruvian Government Palace
Direitos de autor REUTERS/ Peruvian Government Palace
De  Francisco Marques
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Pedro Pablo Kuzynski é suspeito de ter recebido subornos através das suas empresas para garantir obras públicas peruanas à construtora brasileira Odebrecht

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A oposição no Peru, liderada pelo partido Força Popular, exige a demissão do Presidente da República no âmbito do escândalo da construtora brasileira Odebrecht levantado pela investigaçao "Lava Jato" no Brasil.

Pedro Pablo Kuczynski diz-se inocente e admitiu autorizar o levantamento do sigilo bancário para afastar as suspeitas que pairam sobre eventuais subornos feitos às suas empresas pela construtora brasileira Odebrech para garantir obras públicas no Peru.

A disputa política está ao rubro. O congressista Gilbert Violeta, do partido do Presidente, o Peruanos pela Mudança, sublinhou a atitude do líder em colocar-se "à disposição do ministério Público e do poder judicial."

"De maneira absolutamente transparente, [o Presidente] vai abrir toda a informação pessoal para que não existam quaisquer dúvidas sobre os trabalho que realizou, os pagamentos que recebeu e a legalidade absoluta do que que fez", afirmou Gilbert Violeta, numa conferência de imprensa improvisada. O porta-voz do Força Popular, Daniel Salaverry, sublinhou o que diz ser a vontade do "povo peruano": "Que o Presidente renuncie e se dê uma transição constitucional para que o vice-presidente da República assuma a presidência do Peru."

O "caso Odebrecht" está a seguir o rasto de alegados subornos a funcionários públicos peruanos, efetuados entre 2005 e 2014.

Esse período cobre os mandatos presidenciais de Alejandro Toledo (2001-2006), com mandado de captura por alegadamente ter recebido um suborno de 20 milhões de dólares; Alan García (2006-2011), implicado no processo de entrega de donativos ao Metro de Lima; e Ollanta Humala (2011-2016), que foi preso por suposto financiamento irregular das suas campanhas.

O caso Odebrecht também implica vários governos regionais, como os de Cuzco e Callao, além da ex-autarca de Lima Susana Villarán, que alegadamente terá financiado a campanha contra o referendo organizado para a censura com fundos das brasileiras Odebrecht e OAS.

Entre os políticos implicados no Peru surgiu também o Presidente da República.

Pedro Pablo Kuczynski foi convocado pelo Ministério Público para prestar declarações, a 21 de dezembro, no âmbito das investigações sobre a atuação da construtora brasileira Odebrecht no Peru.

A Odebrecht está envolvida no esquema de corrupção investigado pela "Operação Lava Jato" e um dos seus administradores, Marcelo Odebrecht, foi condenado a mais de 19 anos de prisão.

A "Operação Lava Jato" é uma investigação que está a decorrer no Brasil, liderada pelo Ministério Público Federal, sobre um grande esquema de corrupção que envolve políticos, empresários, entre outros, e que tem ainda ramificações no estrangeiro.

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