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Itália acolhe novos refugiados sírios pelo "Corredor Humanitário"

Itália acolhe novos refugiados sírios pelo "Corredor Humanitário"
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O primeiro grupo de refugiados sírios do ano, integrados num novo lote de 1000 apoiados pelo projeto "Corredor Humanitário", chegou esta semana a Itália, de avião, pelo aeroporto de Fiumicino, em Roma.

Este é um projeto que junta associações italianas católicas e protestantes. Começou em 2016 sem recorrer a fundos públicos, conseguiu fazer entrar em Itália 1000 refugiados oriundos da Síria, via Líbano, e agora o processo tem continuidade.

Entre o novo grupo está a família de Maher Radwan. "No Líbano é muito difícil conseguir tratamento quando estamos doentes e não temos dinheiro. E nós não tínhamos. Vivíamos num subúrbio da classe operária, num apartamento partilhado e sem mobília. É muito difícil encontrar um apartamento decente ou colocar as crianças na escola", lamentou Radwan.

Nawras Jahjah, outro dos refugiados acabados de chegar a Itália, conta-nos ter tido "duas oportunidades para fugir das condiões difíceis".

"Estávamos a viver em Damasco. Por causa da guerra, tivemos de fugir para o sul da Síria, de onde somos. Mas também tivemos de fugir dali devido às condições difíceis, não só económicas, mas também porque o Daesh estava a aproximar-se", explicou Jahjah.

Kitah Jahjah alega que "não existe na Síria, de uma forma geral, nenhum local que esteja longe da violência". "Não há no país sítios a salvo do terrorismo", garante.

Basema Shalash chegou agora a Itália com a mulher e os dois filhos, de 3 e 5 anos, mas não põe de parrte o regresso ao país natal. "Quando as coisas acalmaraem na Síria talvez possamos regressar", diz.

Este é primeiro grupo a chegar este ano a Itália, integrado no projeto "Corredor Humanitário", que agora também já envolve a França e a Bélgica.

A enviada especial da euronews ao aeroporto de Fiumicino, em Roma, conclui que "estes 30 sírios tem agora uma nova vida à sua espera em Itália."