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Familiares recordam as vítimas do terrorismo em Paris e Bruxelas

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Familiares recordam as vítimas do terrorismo em Paris e Bruxelas

Monumento às vítimas dos atentados terroristas de Bruxelas em 2016
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Os feridos e os familiares das vítimas mortais dos atentados terroristas em Paris e Bruxelas esperavam ouvir algumas explicações de Salah Abdeslam. Mas o presumível membro da célula jihadista promete manter-se em silêncio.

"Queremos compreender os contornos de toda a situação"

Philippe Vansteenkiste Familiar de vítima belga

A viver há 16 anos em Bruxelas, a sueca Katarina Viktorsson perdeu a mãe (no aeroporto, no final de uma visita à filha) e sobre Abdeslam diz que que "já sofri muito e continuo a sofrer por tudo o que aconteceu".

"Pensar nele só aumenta a minha dor, prefiro não ocupar o meu espírito, os meus pensamentos com ele. Para mim, ele não merece isso, não vale a pena", acrescentou.

Abdeslam esteve presente na abertura de um processo, em Bruxelas, sobre o seu papel num tiroteio com a polícia, mas não voltou à sessão de quinta-feira.

O belga Philippe Vansteenkiste perdeu a irmã, também no aeroporto de Bruxelas, e é o porta-voz da V-Europe, uma associação de apoio às vítimas de terrorismo e seus familiares.

"O mais importante para nós é saber o que é que aconteceu entre 13 de novembro de 2015, em Paris, e 22 de março de 2016, em Bruxelas, porque parece que os ataques foram feitos pela mesma célula e queremos compreender os contornos de toda a situação", explicou à euronewes.

Abdeslam é suspeito de estar envolvido no primeiro ataque como operacional e no segundo como planeador.

A mãe de uma das vítimas de Paris, Elisabeth Boissinot, disse, via telefone, que "tenho muito medo que todos se esqueçam, que se esqueçam daqueles que morreram".

"Eram pessoas que terminavam a semana e queriam apenas ir beber uma cerveja, que não faziam nada de mal. Não estamos em guerra, mas tenho muito medo que se esqueçam deles todos que se esqueçam da minha Chloe. Só quero dizer às pessoas que não se esqueçam. Mas, apesar de tão grande dor, aprende-se a continuar a viver", concluiu Elisabeth Boissinot.