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Sobreviventes do massacre na Florida vão ser recebidos na Casa Branca

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Sobreviventes do massacre na Florida vão ser recebidos na Casa Branca

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REUTERS/Colin Hackley
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Um grupo de estudantes sobreviventes do massacre no liceu de Parkland, na Florida, viajou esta terça-feira até Tallahassee, a capital do estado, para exigir mudanças no controlo de armas. No entanto, a voz dos estudantes vai também chegar à Casa Branca, em Washington, onde um outro grupo deve ser recebido ainda hoje.

Em nome das 17 vítimas do tiroteio do passado dia 14, os jovens querem pressionar os políticos a agir para travar a repetição de novas tragédias nas escolas dos Estados Unidos. Para esta quarta-feira está prevista a realização de uma manifestação diante da Assembleia legislativa do estado, além da grande marcha agendada para 24 de março, em várias cidades norte-americanas.

Rebecca Schneid, uma das estudantes, afirmou aos jornalistas que os jovens sabiam que não seriam ouvidos se ficassem em Parkland. "Nós temos de ir até eles e mostrar-lhes o quão alto podemos falar. Porque se não o fizermos, como é que eles nos vão ouvir?", frisou.

A administração de Donald Trump está sob pressão para apresentar medidas, mas a resposta oficial é que é preciso tempo para lidar com o problema.

"Infelizmente, quando tragédias horríveis como esta acontecem, todos querem uma resposta rápida e simples, mas isso não existe. Não há uma resposta rápida e simples, mas queremos garantir que estamos a abordar o problema", começou por dizer Sarah Huckabee Sanders, porta-voz da Casa Branca, acrescentando que Donald Trump está ativamente empenhado em dialogar com todos os agentes envolvidos.

O presidente dos Estados Unidos disse que é preciso fazer mais “para proteger as crianças” norte-americanas e que por isso vai encontrar-se hoje com pais, professores e estudantes numa audiência em que vão participar as pessoas que foram afetadas pelos massacres ocorridos nas escolas de Parkland, na Florida, Columbine, no Colorado, e Newton, no Connecticut.

Donald Trump é apoiante da National Riffle Association (NRA) e não subscreveu as medidas que restringiam as atividades dos portadores de armas de fogo.

Nos últimos dias os protestos dos alunos contra Donald Trump têm vindo a intensificar-se ao mesmo tempo que a Casa Branca tenta passar a mensagem de que o chefe de Estado está disposto a ouvir novas propostas sobre o uso e porte de armas de fogo.

Já esta terça-feira, centenas de estudantes realizaram uma marcha de protesto para banir as armas semiautomáticas. Além da raiva, os dias são também marcados pela mágoa e pelo luto, e foram muitas as pessoas que quiseram deixar flores no memorial das vítimas do tiroteio.