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Estudantes e professores contestam reforma do acesso às universidades

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Estudantes e professores contestam reforma do acesso às universidades

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REUTERS/Benoit Tessier
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Novos protestos e bloqueios em várias universidades, para contestar a reforma das modalidades de acesso ao ensino superior em França.

Centenas de estudantes desfilaram em Paris contra a chamada lei Vidal e, de forma mais alargada, as políticas do governo do presidente Emmanuel Macron.

Mais de 400 professores universitários associaram-se ao movimento de protesto, denunciando a "seleção hipócrita" inscrita na reforma.

David Garibay, professor de Ciência Política na Universidade Lyon 2, diz que "os critérios que vão ser introduzidos para selecionar os estudantes serão baseados nas notas dos dois últimos anos do liceu, na motivação e apreciação dos conselhos de classe, e não no diploma de acesso. Alguns dos meus colegas opunham-se desde o início e os que eram a favor, apercebem-se agora que as margens de manobra são limitadas e que não podem fazer grande coisa".

Os protestos tomaram forma também através de assembleias de debate, reunindo estudantes e professores em várias universidades do país.

A correspondente da euronews, Raphaële Tavernier, diz que "para além da reforma e do movimento estudantil, outro ponto abordado nas Assembleias Gerais são os recentes episódios de violência em universidades francesas, com professores, investigadores e outros intervenientes a mostrarem um apoio incondicional aos estudantes, para denunciar a intervenção das forças da ordem".